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Quarta-feira, 16 de Setembro 2026
Polícia

Operação prende sete suspeitos de esquema de fraudes em licitações na Prefeitura de Barra do Garças

De acordo com a Polícia Civil, os investigados são suspeitos de integrar um grupo envolvido em práticas como superfaturamento, direcionamento de certames, uso de empresas de fachada, associação criminosa e corrupção.

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Por Spz Online
Operação prende sete suspeitos de esquema de fraudes em licitações na Prefeitura de Barra do Garças
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Sete pessoas foram presas preventivamente na manhã desta terça-feira (16) durante a Operação Cenário Montado Gyn, que apura um suposto esquema de fraudes em licitações públicas na Prefeitura de Barra do Garças, a 509 quilômetros de Cuiabá.

De acordo com a Polícia Civil, os investigados são suspeitos de integrar um grupo envolvido em práticas como superfaturamento, direcionamento de certames, uso de empresas de fachada, associação criminosa e corrupção. Entre os alvos estão empresários, funcionários de empresas e servidores públicos municipais.

Os presos foram identificados como Adenir Pinto da Silva, apontado como chefe do esquema; Lucimar Teixeira da Silva, articulador operacional e documental; Rodrigo Mendes Moreira, responsável pela coordenação e fiscalização de serviços subcontratados; Luciana Costa da Silva, servidora da Secretaria Municipal de Turismo de Barra do Garças; Tayara Félix Alves Cardoso, apontada como fachada empresarial; Paulo Henrique de Freitas Pinto, representante legal de empresa considerada de fachada; e Elcio Mendes da Silva, servidor lotado no Gabinete do Prefeito.

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Além das prisões preventivas, a operação cumpriu sete mandados de busca e apreensão e determinou a quebra de sigilos bancário, telefônico e telemático dos investigados. A Justiça também ordenou a suspensão das atividades econômicas de duas empresas e o sequestro de valores que ultrapassam R$ 4,2 milhões.

As ordens judiciais foram expedidas pela 2ª Vara Criminal de Barra do Garças e estão sendo cumpridas no próprio município, além das cidades de Aparecida de Goiânia e Aragoiânia, em Goiás.

Em nota, a Prefeitura de Barra do Garças informou que está adotando as medidas cabíveis em relação às empresas e a eventuais servidores citados na investigação, garantindo o devido processo legal e o direito à ampla defesa.

As investigações são conduzidas pela 1ª Delegacia de Polícia de Barra do Garças e tiveram início em janeiro de 2025. Inicialmente, o foco era apurar possíveis fraudes em licitações no município de Pontal do Araguaia, a partir de informações levantadas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

Segundo a polícia, o esquema funcionava por meio de empresas do setor de produção de eventos e shows, utilizadas para fraudar processos licitatórios que resultaram na criação de Atas de Registro de Preços. Essas atas eram posteriormente utilizadas por outros municípios por meio de adesões conhecidas como “caronas”, com valores elevados e indícios de direcionamento e simulação de concorrência.

Apenas nos três pregões investigados em Pontal do Araguaia, os valores globais somaram cerca de R$ 25,8 milhões. Conforme a legislação, as adesões poderiam alcançar até R$ 51,7 milhões, considerando o limite máximo de 200%. Ainda de acordo com a Polícia Civil, há indícios de que o mesmo padrão fraudulento tenha sido replicado em outros municípios da região do Araguaia.

 

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