No último domingo, 12 de maio, o país lamentou a perda da deputada federal Amália Barros, aos 39 anos de idade. Ela veio a óbito após uma internação iniciada em 1º de maio, decorrente de complicações relacionadas a um nódulo no pâncreas. A confirmação do falecimento foi feita por meio das redes sociais da própria parlamentar.

Amália Barros, que iniciou sua carreira como jornalista, ascendeu à política representando o estado de Mato Grosso, sendo eleita com 70.294 votos em 2022. Sua passagem pela Câmara dos Deputados foi marcada por sua atuação em diversas comissões, como a de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência, a dos Direitos da Mulher e a da Educação.

Nascida em Mogi Mirim, interior de São Paulo, Amália enfrentou desafios pessoais ao perder a visão do olho esquerdo aos 20 anos devido a complicações da toxoplasmose. Após uma série de cirurgias, optou pela utilização de uma prótese ocular, o que não a impediu de seguir sua trajetória tanto na esfera política quanto na social.

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Além de seu trabalho legislativo, Amália era conhecida por sua defesa dos direitos das pessoas com deficiência, tendo sido uma das principais articuladoras da aprovação da Lei 14.126/21, que reconheceu a visão monocular como deficiência sensorial. Seu legado inclui também a fundação do Instituto Nacional da Pessoa com Visão Monocular, com o objetivo de oferecer apoio e assistência social a essa comunidade.

A trajetória de Amália Barros foi marcada por sua determinação e engajamento em causas sociais e políticas. Sua partida deixa uma lacuna no cenário político brasileiro, sendo lembrada não apenas por sua atuação parlamentar, mas também por sua história de superação e comprometimento com as questões sociais.