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Segunda-feira, 06 de Julho 2026
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Morre Marcelo “VIPs”, escritor e ex-estelionatário conhecido como o maior golpista do Brasil

Ao longo da vida, Marcelo protagonizou episódios que entraram para o folclore policial brasileiro: assumiu identidades de líderes de facções criminosas durante uma rebelião em Bangu (RJ), se fez passar por músicos famosos, fugiu seis vezes do sistema prisional e foi detido ao menos 12 vezes.

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Morre Marcelo “VIPs”, escritor e ex-estelionatário conhecido como o maior golpista do Brasil
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Morreu nesta terça-feira (9), em Curitiba (PR), aos 49 anos, o escritor e palestrante Marcelo Nascimento da Rocha, conhecido nacionalmente como “Marcelo VIPs”. Ele enfrentava complicações causadas por cirrose.

Paranaense de nascimento, Marcelo morou por vários anos em Cuiabá (MT), onde chegou a cumprir pena na Penitenciária Central do Estado (PCE). Ele permaneceu quatro anos no regime fechado até 2014, quando progrediu ao semiaberto e, posteriormente, recebeu autorização para cumprir prisão domiciliar monitorada por tornozeleira.

Durante esse período, ele acompanhou a produção do filme “VIPs – Histórias Reais de um Mentiroso”, inspirado em sua vida e lançado em 2011, com o ator Wagner Moura no papel principal.

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Em 2018, Marcelo voltou a ser preso na Operação Regressus, da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), acusado de falsificar documentos para obter benefícios judiciais.

A trajetória de crimes começou no Paraná, onde acumulou passagens por estelionatos, falsidades documentais e outras ocorrências. Ele ganhou projeção nacional em 2001, quando se passou pelo empresário Henrique Constantino, um dos fundadores da Gol Linhas Aéreas, durante o Carnaval do Recife. Na ocasião, participou de programas de TV, frequentou festas como celebridade e só foi descoberto pela Polícia Federal.

Ao longo da vida, Marcelo protagonizou episódios que entraram para o folclore policial brasileiro: assumiu identidades de líderes de facções criminosas durante uma rebelião em Bangu (RJ), se fez passar por músicos famosos, fugiu seis vezes do sistema prisional e foi detido ao menos 12 vezes.

Nos últimos anos, após afirmar ter deixado o crime, dedicava-se a palestras motivacionais e à escrita, onde relatava sua história e experiências.

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