O ministro Marco Aurélio Buzzi, do TSE, estabeleceu um prazo de 24 horas para que a Meta comprove ações voltadas à isonomia na entrega de publicações políticas e anúncios eleitorais durante o segundo turno. A determinação ocorre após a dona do Facebook, Instagram e WhatsApp ignorar uma intimação anterior de 72 horas.
A ofensiva jurídica começou quando a coligação de Luiz Inácio Lula da Silva acionou a Justiça Eleitoral. O grupo argumentou que o algoritmo estaria beneficiando o bloco adversário e prejudicando a visibilidade da campanha governista, além de apontar assimetrias no impulsionamento pago.
Uma queixa de teor semelhante também foi protocolada pela campanha de Flávio Bolsonaro. Na última sexta-feira (16), o plenário da corte manteve a ordem para tratamento igualitário das candidaturas, fixando multa inicial de R$ 500 mil por desobediência.
Diante da nova inércia, a penalidade diária subiu para R$ 1 milhão. O magistrado exigiu explicações detalhadas sobre os algoritmos de recomendação de postagens e o alcance real dos anúncios impulsionados pelas chapas concorrentes.
Também foram solicitados relatórios acerca de investigações sobre redes de perfis falsos e dados sobre mídias sintéticas que exigem identificação obrigatória. A corte busca transparência total nos processos digitais.
Posicionamento oficial
Em nota, a Meta defendeu-se afirmando que seguiu as diretrizes da Justiça Eleitoral ao proibir a recomendação orgânica de postulantes aos cargos em disputa.
“Em cumprimento às regras eleitorais do Brasil, nós proibimos temporariamente a recomendação de candidatos ou a geração de imagens deles. Tomamos medidas adicionais para que comandos usando apenas o primeiro nome dos candidatos e seu número nas urnas também não produzam imagens”, declarou a empresa.

Spz Online
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