Da Redação

O número de casos confirmados do novo coronavírus na cidade de Sapezal (530 km de Cuiabá) teve um significativo aumento nos últimos sete dias, no total a cidade já registra 766 casos confirmados e 9 óbitos.

Nos últimos sete dias houve um aumento de 25,77% nos casos confirmados, a cidade que possui pouco mais de 20 mil habitantes registrou seu primeiro caso no dia 19 de maio, desde então os números deram um salto.

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O prefeito da cidade, Valcir Casagrande (PL), chegou a tomar medidas logo no início do problema, porém, acabou voltando atrás após ser pressionado por um grupo de empresários que exigiam a reabertura do comércio.

Em março deste ano, Casagrande publicou o Decreto Municipal 37/2020 que liberava o comércio local a voltar ás atividades. O decreto autorizava o funcionamento de casas noturnas, restaurantes estabelecimentos dedicados à realização de festas e ainda, a permanência de pessoas em bares.

O decreto foi suspenso pelo promotor de Justiça, João Marcos de Paula Alves que apontou em sua decisão, o risco eminente de danos a realidade local frente a pandemia. “Seja em decorrência dos mais recentes posicionamentos emitidos publicamente pelo Presidente da República, seja pela emissão do Decreto nº 425/2020, pelo Governador do Estado de Mato Grosso, o questionado Decreto Municipal nº 037/2020 pelo Município instaurou risco de danos incomensuráveis à realidade local frente à pandemia global”,

Pouco antes de editar o decreto, um áudio do prefeito da cidade vazado de grupos de Whatsapp gerou polêmica em todo o Estado. No áudio Valcir afirmava que preferia morrer do coronavírus alimentado, em relação a morrer de fome. “Entre morrer de fome e morrer de doença, prefere morrer de doença com a barriga cheia.” Afirmava o áudio.

Dias depois após a suspensão do decreto, um novo áudio foi vazado, desta vez Casagrande criticava a decisão do promotor em relação a suspensão do decreto. Em tom de ameaça, Valcir afirmou que os comerciantes iam vir “rasgando” contra o promotor e que a população iria ficar com fome e ir na casa do mesmo para procurar o que comer. “Eu quero ver esse promotor na segunda-feira onde é que ele vai se enfiar. Os comerciantes vão vir rasgando em cima dele, eu quero ver o cu de cotia assobiar. Eu vou fazer o quê? Eu fiz a minha parte. O que eu podia fazer, eu fiz. Agora esse povo aí vai fazer o quê, eles acham que não... que temos que deixar fechado. A população vai ficar com fome e vai lá na casa dele comer. Eu fiz o que eu pude para a coisa andar” disse.

Novos números

Dos 766 casos confirmados, 223 se encontram em monitoramento e 9 estão internados, sendo que 8 estão em leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Nesta quarta-feira (05), a Secretaria Municipal de Saúde de Sapezal, confirmou mais 3 óbitos em decorrência da doença, todos já somam 9.. Já no boletim informativo da Secretaria de Estado de Saúde (SES), constam 7 dos óbitos, sendo que o mais recente, trata-se de uma mulher de 49 anos que morreu nesta quarta-feira (05).

Sapezal é o décimo sexto com maior número de casos em todo o Estado e o terceiro na região do Médio Norte, perdendo apenas para Tangará Da Serra e Campo Novo do Parecis.

 

 

 

FONTE/CRÉDITOS: Diário MT