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A construção do prédio da futura faculdade em Sapezal, iniciada em 2023 com a proposta de ampliar o acesso ao ensino superior no município, segue sem cumprir sua principal finalidade: atender a população. Mesmo com alto volume de recursos já aplicados, a estrutura permanece inacabada e sem qualquer atividade acadêmica.
Recentemente, a Prefeitura homologou a licitação nº 06/2025, que oficializa a contratação de uma empresa para execução das obras de paisagismo no local, ao custo de R$ 1.350.000,00. A nova contratação ocorre enquanto etapas essenciais da obra ainda não foram plenamente resolvidas, o que reforça o cenário de um empreendimento que se prolonga sem previsão clara de entrega e funcionamento.
O prédio, que já ultrapassa os R$ 16 milhões em investimentos públicos, foi inicialmente planejado para ser concluído em cerca de um ano. No entanto, o prazo não foi cumprido, e desde então a obra enfrenta entraves administrativos, incluindo problemas em processos licitatórios anteriores e a necessidade de novos contratos para finalização.
Paralelamente, o destino da estrutura também segue indefinido. Recentemente, o prefeito Claudio Scariote apresentou ao Governo Federal um projeto para implantação de uma unidade do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) no município. Apesar da articulação, não há, até o momento, previsão oficial para a instalação da unidade.
Outra possibilidade discutida foi a utilização do espaço pela Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat). A instituição chegou a ser procurada, mas, até agora, não há confirmação de que irá ocupar o prédio, mantendo a situação indefinida.
Enquanto isso, a estrutura permanece sem uso, evidenciando um cenário em que o investimento público não se converteu em benefício direto à população. A sequência de atrasos, ajustes contratuais e indefinições sobre a destinação do espaço também expõe dificuldades na condução e conclusão da obra.
O caso se soma a outros projetos que enfrentam lentidão ou paralisações no município, ampliando o debate sobre a capacidade de execução e planejamento da atual gestão em relação a obras públicas de maior porte.
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