Da Redação

Em um trecho de seu depoimento, o ex-presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), José Riva revelou que mesmo após ter sido afastado da presidência da Casa o esquema de fraudes na utilização de verba de suprimentos de fundos, continuava através de seu chefe de gabinete que foi mantido no cargo.

O vídeo em que mostra Riva falando a respeito,  foi divulgado pela imprensa na noite desta terça-feira (05). No vídeo, Riva afirma que as verbas continuaram sendo administradas por funcionários do gabinete  sob o comando do novo presidente.

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“Mesmo quando eu sou afastado da presidência em junho de 2013 a dezembro de 2014 o chefe de gabinete era mantido e essas verbas continuavam sendo administrada por eles, logicamente que recebia comando do novo presidente, mudava um pouco o tipo de atendimento, mas não deixava de atender aquelas demandas que nós estávamos acostumados a atender”

As verbas atendiam as mais diferentes demandas, entre elas custas de funerais, deslocamento de doentes, e até mesmo translado de pessoas que moravam no interior e faleciam na capital.

A gravação foi entregue para o Ministério Público Estadual de Mato Grosso (MPE) e consta no acordo de delação premiada firmado entre a Justiça e o ex-deputado estadual

Riva explicou ainda, que a verba é legalmente prevista em lei, para suprir despesas consideradas urgentes, nas quais são dispensadas de licitação. Este dinheiro, era utilizado como complemento salarial de servidores e despesas de campanha.

Segundo Riva, após uma recomendação do MPE sobre a redução de cargos comissionados na TV Assembleia, o dinheiro foi utilizado para pagar servidores, entre eles Fernando Cruz, Reginaldo Oliveira e Felipe Mota.

O ex-deputado fez questão de citar inúmeros nomes de vários setores que também teriam sido beneficiados com o esquema criminoso. Entre os nomes citados, estão Mauricio Barbante, que pertencia ao setor de Comunicação da ALMT; o assessor parlamentar Salvador Santos Pinto; o funcionário do cerimonial Edson Guilherme Pires; e o motorista Luiz Bertoldi.

Operação Metástase

A delação de José Riva, trás um esquema criminoso que acontecia na ALMT  e foi identificado pela “Operação Metástase” realizada pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) no dia 23  de setembro de 2015 e levou para a prisão 26 acusados de envolvimento no esquema.

Em 20 de fevereiro de 2020, o acordo de delação premiada de Riva foi homologado pelo desembargador Marcos Machado, do Órgão Especial do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, todo o processo corre em segredo de Justiça.

O material teria sido vazado após a determinação da juntada de documentos, estes arquivos teriam ficado de fora do sigilo por erro humano e acabaram públicos.

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