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Segunda-feira, 28 de Setembro 2026
Eleições 2026

Dino garante a liberdade de expressão e libera post sobre Nossa Senhora

Decisão do STF anula determinação do TSE que censurava publicação do humorista Antonio Tabet após queixa do senador Flávio Bolsonaro.

Agência Brasil
Por Agência Brasil
Dino garante a liberdade de expressão e libera post sobre Nossa Senhora
© Valter Campanato/Agência Brasil
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O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a restauração de uma postagem do humorista Antonio Tabet na rede social X, garantindo a **liberdade de expressão**. A decisão, tomada nesta semana em Brasília, derruba uma liminar anterior do ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que havia ordenado a exclusão do conteúdo por suposta ofensa à família do senador Flávio Bolsonaro.

A publicação pivô da disputa mostrava uma imagem religiosa acompanhada da legenda: “a família miliciana odeia tanto mulher preta, que resolveu atacar Nossa Senhora Aparecida”. O senador Flávio Bolsonaro recorreu ao TSE alegando que a postagem propagava discurso de ódio e informações falsas, obtendo uma decisão favorável de Mendonça que impunha multa diária de R$ 30 mil em caso de descumprimento.

Ausência de menção direta

Ao analisar o caso, Dino ponderou que a mensagem de Tabet não citava nominalmente Flávio Bolsonaro ou qualquer integrante de sua família. Segundo o ministro do STF, a decisão do TSE de remover o conteúdo foi desprovida de proporcionalidade, pois dependia da suposição de que o termo "família miliciana" se referia diretamente ao parlamentar.

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Dino destacou que a remoção forçada violava direitos fundamentais. Para o magistrado, é impossível extrair da publicação um grau de ilicitude que justifique medidas extremas contra a livre manifestação do pensamento e a própria liberdade religiosa daqueles que defendem Nossa Senhora Aparecida como padroeira nacional.

Argumentos do tribunal eleitoral

Anteriormente, o ministro André Mendonça havia justificado a exclusão afirmando que o texto continha teor altamente depreciativo e descontextualizado. A defesa de Flávio Bolsonaro argumentou no TSE que a postagem alcançou rápida repercussão, com mais de 195 mil visualizações em poucas horas, o que poderia interferir na percepção dos eleitores.

Por outro lado, os advogados de Antonio Tabet contestaram a liminar original classificando-a como ato de censura. A defesa reforçou que críticas políticas ácidas e debates incômodos fazem parte do processo democrático e devem ser resguardados pela Constituição brasileira.

FONTE/CRÉDITOS: Luiz Claudio Ferreira - Repórter da Agência Brasil

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