A colheita do algodão avança na região do Parecis, uma das principais áreas produtoras da cultura em Mato Grosso. Em Sapezal, 25% da área plantada já havia sido colhida entre os dias 2 e 8 de agosto, segundo levantamento da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa). A produtividade média registrada no município é de 350 arrobas por hectare.
Apesar do rendimento, o ritmo dos trabalhos em Sapezal foi prejudicado pelas chuvas registradas ao longo do ciclo. As condições climáticas atrasaram a entrada das máquinas nas lavouras e, consequentemente, o avanço da retirada do algodão dos campos.
Outro importante município produtor do Chapadão do Parecis, Campo Novo do Parecis, também aparece no levantamento da Ampa. Na localidade, os produtores retomaram os trabalhos após períodos de paralisação provocados pelas condições climáticas.
As precipitações anteriores provocaram perdas de qualidade e de rendimento em alguns talhões de Campo Novo do Parecis. Além disso, a rebrota das plantas e a presença do bicudo-do-algodoeiro exigem atenção redobrada dos produtores, especialmente nas áreas onde ocorre a destruição das soqueiras.
Sapezal apresenta produtividade elevada
Os números de Sapezal chamam atenção quando comparados com outras regiões acompanhadas pela Ampa. Enquanto o município registra média de 350 arrobas por hectare, Primavera do Leste apresenta produtividade entre 280 e 320 arrobas; Rondonópolis, entre 250 e 350 arrobas; e Campo Verde, entre 260 e 360 arrobas por hectare.
Em Lucas do Rio Verde, a média informada é de 310 arrobas por hectare, enquanto Sorriso apresenta uma variação maior, entre 260 e 390 arrobas. Os dados indicam que, mesmo com o atraso provocado pelas chuvas, Sapezal mantém um desempenho produtivo relevante nesta safra.
Colheita avança em Mato Grosso
No cenário estadual, algumas regiões estão mais adiantadas. Primavera do Leste aparece com cerca de 80% da área colhida, enquanto Sorriso chegou a 52% e Lucas do Rio Verde a 50%. Rondonópolis alcançou 45% e Campo Verde, assim como Sapezal, registrava 25% no período analisado.
Paralelamente à colheita, os cotonicultores trabalham na destruição das soqueiras, controle do bicudo-do-algodoeiro e preparação das áreas que posteriormente receberão a soja da safra 2026/27.
Para Sapezal e outros municípios do Parecis, as próximas semanas serão determinantes para acelerar a retirada do algodão que ainda permanece nas lavouras e concluir mais uma safra de uma das principais culturas agrícolas da região.

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