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Da Redação
O autor de uma chacina que vitimou 4 pessoas em uma casa de shows na cidade de Brasnorte em 2017 foi condenado pela Justiça a 26 anos de prisão. Lucas Rafael Fernandes de 28 anos, foi preso após tirar a vida de Maria Auxiliadora dos Santos, 42 anos, Narlene dos Santos Marques, 40 anos, Bruno Feitosa Comin, 22 anos e Adilson Matias, 46 anos.
Lucas acabou condenado pelos quatro homicídios qualificados, de acordo com a Justiça a motivação foi torpe e mediante recurso que dificultou a defesa das vítimas. O júri optou por declarar o homicida culpado pelos crimes, após a decisão a juíza Dayane Marylin Vaz fixou a sentença em 26 anos e 10 neses de reclusão em regime fechado. Lucas já estava preso e agora pode recorrer da sentença.
Outro suspeito de participação no crime, Rhael Jaime Gonçalves, 26 anos, que é policial militar não foi a julgamento, já que o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT) determinou em dezembro de 2020 que o suspeito fosse submetido a um exame de sanidade mental, com isso os processos foram separados.
No ano passado, a defesa ingressou com o pedido de absolvição sumária do policial, apontando que ele foi diagnosticado com quadro de esquizofrenia grave. Essa solicitação não foi atendida pelos desembargadores da Primeira Câmara Criminal. Os magistrados, por outro lado, levaram em consideração o depoimento de uma psiquiatra que atendeu o militar e também um laudo feito, em 2019, pela Corregedoria da PM, o qual confirmou que Rhael era inapto ao serviço militar em razão de “transtorno mental grave”.
Há dois anos, a juíza Daiane Marilyn Vaz determinou que, além de Lucas, Rhael também seja submetido a júri popular. Segundo a denúncia do Ministério Público Estadual (MPE), os crimes teriam sido motivados por vingança, uma vez que o PM teria sido apontado como responsável por forjar um flagrante que teria resultado na prisão do filho da proprietária da boate.
As vítimas foram assassinadas a tiros. Os corpos de Maria Auxiliadora e Marlene dos Santos foram levados para o Estado de Rondônia. Maria foi sepultada em Ji-Paraná, e Marlene, em Ariquemes. Os procedimentos fúnebres de Bruno Feitosa Comin e Adilson Matias foram no cemitério de Brasnorte.
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