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A vereadora de Cuiabá, Edna Sampaio (PT) afirmou em entrevista exclusiva para Spz Online nesta sexta-feira (10), que irá a Brasília para conversar com o Ministério da Justiça e que marcou uma audiência com a superintendência da Polícia Federal (PF) para tratar sobre o caso de violência política envolvendo o colega de parlamento Dilemário Alencar (Podemos).
A vereadora entrou com uma notícia-crime contra Dilemário por ataques feitos pelo vereador durante uso da Tribuna na Câmara Municipal de Cuiabá. Na ocasião o parlamentar tentou desqualificar a parlamentar cuiabana após a demissão de sua ex-chefe de gabinete que estava grávida.
Edna Sampaio classificou a fala do vereador como misógina, machista e racista, além disso, afirma que o colega atacou sua honra. "Quando um homem sobe ao púlpito de um parlamento, cuja a sessão é transmitida para o universo e quer falar para uma mulher o que ela deve fazer, quer ensinar uma mulher o que ela deve fazer e com isso ataca a honra dessa mulher, porque supostamente ele está dizendo o que é certo ou o que é errado para aquela mulher, isso é uma prova do machismo, misoginia e de desconstrução da mulher, de uma forma de tentar humilhar a mulher que ocupa um espaço com a legitimidade de quem recebeu o voto para isso que é inadmissível." Afirmou a parlamentar.
Edna lembra que o crime está tipificado pela Lei 14.192/21 que estabelece o crime de violência de gênero na política. A vereadora lembrou ainda que esta não foi a primeira vez que o colega proferiu ataques a ela.
"É isso que o vereador cometeu contra mim. Não é a primeira vez que ele tenta dizer para mim o que é certo ou errado e me atacar como alguém que não tem legitimidade para falar o que eu falo e defender as mulheres. Inclusive questionar a minha legitimidade como mulher e mulher negra."
Edna destaca que as pautas nas quais defendem foram fruto de sua trajetória construída dentro de espaços majoritariamente dominados por homens.
"Eu sou uma pessoa que venho de uma longa história de enfrentamento. De espaços onde as mulheres e mulheres negras sempre foram impedidas de participar e agora como vereadora na capital. Eu não vou admitir que qualquer homem venha aqui tentar me desconstruir de uma trajetória que me rendeu muito aprendizado mas também muitas dores. Eu não vou aceitar que nenhum misógino e nenhum machista queira me destituir."
Para a parlamentar a atitude do colega é uma estratégia para ele se lançar politicamente e angariar simpatia de uma plateia que o aplaude. "A estratégia é se lançar e angariar simpatia de uma plateia que é de horrores, que aplaude todo esse horror que esse bolsonarismo produziu no Brasil" Disse.
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