A vereadora de Cuiabá, Edna Sampaio (PT) negou qualquer tipo de escândalo envolvendo a demissão de sua ex-chefe de gabinete. A profissional foi demitida do cargo que ocupava no gabinete da vereadora enquanto estava grávida, a medida gerou polêmica após a Câmara de Cuiabá ter de desembolsar cerca de R$ 70 mil de indenização.

Em um vídeo publicado nas redes sociais, Edna Sampaio se defendeu e explicou que a exoneração do cargo foi feito em comum acordo com a equipe, já que a servidora enfrentava problemas de saúde. "A pessoa que ocupava a função de chefe de gabinete do meu mandato é uma pessoa que eu gosto e admiro. Não tive nenhum problema pessoa de briga, rixa de nada. Apenas ela não tinha, nesse momento da vida dela condições físicas, condições de saúde para poder ficar em uma função que é extremamente exigida." Afirmou.

A vereadora afirmou ainda que negociou com a Câmara o pagamento da indenização, já que toda mulher grávida tem direito a estabilidade no espaço de trabalho. Além disso, a ex-chefe de gabinete é funcionária pública e continua vinculada a Administração Municipal.

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"Negociei dentro da Câmara o pagamento da indenização tendo em vista que toda mulher grávida tem direito a estabilidade no trabalho, inclusive em sua função gratificada, quando ela é exercida. A servidora continua servidora pública, continua no seu trabalho vinculada a Administração Pública Municipal"

Por fim, Edna negou qualquer tipo de escândalo e subtração dos cofres públicos. Para ela houve sensacionalismo para desgastar e desqualificar sua imagem como parlamentar feminina e negra. "O sensacionalismo produzido sobre isso tem um endereçamento muito claro. Tentar me desgastar, me desqualificar enquanto alguém que tem uma luta legítima, necessária, em defesa dos mais vulnerabilizados, em defesa das pessoas pretas, das mulheres. Isso não quer dizer que vou ficar intimidada e nem vou ficar achando que vou ficar deslegitimada para falar de qualquer coisa." Finalizou.