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Germano Schaffel Nogueira, empresário do setor agropecuário e residente em Juína, Mato Grosso, foi mencionado em um relatório da Polícia Federal que investiga articulações relacionadas à tentativa de evitar a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele é filho de Simone Schaffel Nogueira, ex-vereadora pelo MDB em Castanheira, cidade vizinha a Juína, onde exerceu três mandatos e presidiu a Câmara Municipal. Antes da carreira política, Simone ocupou cargos de direção na Escola Municipal de Castanheira e na Secretaria de Assistência Social. A ex-vereadora deixou a política em 2020, após a morte do marido, Paulo Inácio Schaffel, e para dedicar-se à família.
O nome de Germano surgiu nas investigações a partir de mensagens no celular do general Mario Fernandes, preso por envolvimento nas articulações investigadas. Nas conversas, Fernandes e Nogueira discutiram sobre a organização de um evento denominado "Manifestação da Liberdade", realizado em Brasília em 30 de novembro de 2022. Segundo a PF, os dois se conheceram no acampamento bolsonarista montado em frente ao Quartel General do Exército na capital federal. Durante o evento, Fernandes enviou imagens para outros oficiais pedindo que fossem divulgadas e, em dezembro do mesmo ano, fez novo contato com Nogueira, solicitando que ele mantivesse as ações e incentivasse outras pessoas a fazer o mesmo.
O relatório também revela diálogos entre Fernandes e o tenente-coronel Mauro Cid, nos quais o general mencionou contatos com "pessoal do agro" e caminhoneiros nos arredores do QG. Em outra conversa com o então comandante do Exército, general Freire Gomes, Cid citou pressões ao presidente por parte de empresários, deputados e representantes do setor agropecuário. Germano Nogueira foi o único empresário mencionado nominalmente no documento. O advogado de Nogueira, Levi de Andrade, declarou que o cliente teve pouco contato com o general após o evento e o conheceu no acampamento em Brasília.
Formado em medicina veterinária, Germano Nogueira é sócio de três empresas. A Agro Assessoria, fundada em 2014, é especializada em treinamento para desenvolvimento profissional e comercialização de máquinas, produtos agrícolas e animais vivos. Com capital social de R$ 100 mil, a empresa apresenta um faturamento anual de R$ 360 mil. No mesmo ano, Nogueira abriu o CTC Clube de Tiro em Castanheira, voltado para esporte e recreação. No entanto, o CNPJ da empresa foi declarado inapto, indicando que ela não está mais em operação. Em 2016, o empresário criou a Fortese, empresa de vigilância e segurança privada, também com capital social de R$ 100 mil e faturamento anual estimado em R$ 360 mil.
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