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Terça-feira, 07 de Julho 2026
Política

Estudantes protestam contra o Novo Ensino Médio durante evento com o ministro da Educação

Estudantes exigem diálogo e revogação do Novo Ensino Médio durante protesto contra o ministro da Educação.

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Por Spz Online
Estudantes protestam contra o Novo Ensino Médio durante evento com o ministro da Educação
Estudantes protestam durante visita do Ministro da Educação, Camilo Santana, em Cuiabá (Foto: MidiaJur)
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Cuiabá, 25 de maio de 2023 - O ministro da Educação, Camilo Santana (PT-CE), reconheceu nesta quinta-feira (25) que houve equívocos na elaboração do Novo Ensino Médio e afirmou que o Ministério da Educação (MEC) está buscando ouvir a opinião de professores, estudantes e estados. A declaração ocorreu após estudantes interromperem um evento no qual o ministro estava presente, em Cuiabá, para protestar contra a reforma no ensino médio.

Durante a cerimônia, que tinha como objetivo assinar a retomada das obras em escolas da educação básica no interior do estado, o governador Mauro Mendes (União Brasil) estava prestes a falar quando dois estudantes, previamente credenciados para participar do evento, ergueram cartazes e interromperam a solenidade com gritos de "revoga já!".

Em resposta aos protestos, o ministro Santana se levantou e admitiu que houve equívocos no Novo Ensino Médio, acrescentando que o MEC está ouvindo estudantes, professores e, principalmente, os estados.

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"Eu reconheço os equívocos do Novo Ensino Médio. Como ex-governador, sei que houve falta de diálogo durante a implementação desse processo. Desde o dia 8 de março, abrimos uma consulta pública para ouvir instituições e recriamos o Fórum Nacional de Educação", afirmou o ministro.

De acordo com Santana, o Novo Ensino Médio foi aprovado em 2017, durante a gestão do ex-presidente Michel Temer (MDB), e já estava em processo de implementação desde o ano anterior. Ele ressaltou a importância do diálogo em um país democrático e destacou que o MEC não revoga a reforma, mas sim o Congresso Nacional, conforme a lei.

O debate em torno do Novo Ensino Médio tem sido intenso, levantando questionamentos sobre a necessidade de ajustes ou a revogação completa da reforma. Alunos e especialistas em educação têm criticado o modelo.

Além da polêmica em relação à reforma, a cerimônia também contou com a presença de prefeitos e autoridades, e foi marcada pela assinatura de um pacto nacional entre o estado e o MEC para investimentos de R$4 bilhões, com o objetivo de concluir 3.500 obras paralisadas em escolas de educação básica.

Após o evento, o ministro seguiu para Rondonópolis, a 218 km da capital, onde inaugurou o Centro Municipal de Educação Infantil "Carlos Alberto de Carvalho" e o Centro de Saúde da Universidade Federal de Rondonópolis.

O Novo Ensino Médio é um modelo obrigatório a ser adotado por todas as escolas do país, sejam públicas ou privadas. A reforma prevê um aumento gradual na carga horária, passando de um mínimo de 800 horas-aula por ano para 3.000 horas ao final dos três anos. As disciplinas tradicionais foram agrupadas em áreas do conhecimento, como linguagens, matemática, ciências da

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