O ex-vereador e autor do Projeto Legislativo que instaurou o dia 31 de outubro, Dia do Evangélico, como feriado municipal, se manifestou contrário ao projeto do prefeito de Sapezal, Valcir Casagrande (PL) para extinguir 4 feriados municipais, entre eles o Dia do Evangélico.
Egilson foi o autor do Projeto Legislativo 012/2016 no qual foi aprovado por unanimidade e sancionado pela então prefeita, Ilma Grisoste Barbosa. O projeto instituiu o dia 31 de outubro como Dia do Evangélico.
O ex-vereador é atuante na comunidade evangélica e é presbítero da Assembleia de Deus em Sapezal, vê a proposta como um descaso a comunidade evangélica. "É um descaso, porque a comunidade evangélica faz um trabalho no município que muitas vezes não é visto. Faz um trabalho forte que ajuda o Poder Municipal, levando pessoas para a igreja, tirando das ruas. Quantas pessoas que estavam nas ruas não foram recuperadas através da igreja?" Questiona Egilson.
"Eu vejo uma falta de valorização dessas entidades evangélicas, uma falta de respeito."
Egilson afirmou que ficou sabendo da proposta através de um vídeo gravado pelo vereador Joilson Assunção (UB) e que conversou com alguns pastores e pessoas ligadas a comunidade e todos são unânimes. "Eu conversei com alguns evangélicos, todos são contra." Afirmou.
O ex-vereador ainda questiona qual seria a razão para a extinção dos feriados e se as referidas datas estariam trazendo algum prejuízo para o município.
"Qual é a razão? Tem que ter um motivo, porque excluir esse feriado? Qual o prejuízo [o feriado] está dando para o município?"
Egilson lembrou ainda que na época em que apresentou o projeto na Câmara de Vereadores, a proposta foi passada pelo jurídico da Casa de Leis e que através da Lei Federal 12.328/2010 que instituí o Dia do Evangélico em âmbito nacional.
Em relação as demais datas, Egilson destacou a importância de se valorizar o município, já que datas como o aniversário de Sapezal são fundamentais para manter a história viva. "Se nós que moramos aqui, eu estou aqui a 20 anos. Se nós que estamos aqui não valorizarmos a história do nosso município quem é que vai valorizar?" Destacou.
Ao ser questionado se talvez a proposta fosse para benefício próprio por parte do prefeito, já que ele é um dos maiores empresários de Sapezal, Egilson não quis entrar em polêmica, mas deixou claro: "Eu não posso dizer a razão na qual foi feita, mas eu queria saber o porque disso? Porque tem que ter alguma vantagem. É para benefício do município? Eu não vejo nenhuma estabilidade que vai estar ajudando a cidade." Finalizou.

Spz Online