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Quinta-feira, 24 de Setembro 2026
Eleições 2026

Flávio Bolsonaro viajou em 2025 em avião com participação ligada a Vorcaro, diz reportagem

Candidato à Presidência retornou dos Estados Unidos acompanhado da família e do advogado Willer Tomaz, investigado pela Polícia Federal em apuração sobre fraudes no INSS.

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Por Spz Online
Flávio Bolsonaro viajou em 2025 em avião com participação ligada a Vorcaro, diz reportagem
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O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) viajou dos Estados Unidos para Brasília, em janeiro de 2025, em um avião que tinha entre seus cotistas uma empresa da qual o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, era sócio na época. A informação foi revelada pela revista piauí e repercutida por outros veículos de imprensa.

A viagem ocorreu em 19 de janeiro de 2025, entre Fort Lauderdale, na Flórida, e Brasília. Flávio estava acompanhado da esposa, Fernanda Bolsonaro, das duas filhas e do advogado e empresário Willer Tomaz.

A aeronave é um Legacy 650, prefixo PP-NLR. Segundo a apuração, a proprietária formal era a empresa Fraction 024, dividida em três participações iguais. Uma das cotas pertencia a Willer Tomaz e outra estava nas mãos da Prime You, empresa que teve Daniel Vorcaro como sócio entre 2021 e setembro de 2025. A Prime You havia adquirido sua participação no avião no fim de 2024, antes da viagem de Flávio Bolsonaro.

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Tomaz é investigado pela Polícia Federal em apuração relacionada a suspeitas de fraudes contra o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A localização dos registros da viagem ocorreu no contexto das investigações conduzidas pela PF.

O mesmo avião também ganhou repercussão após ter sido utilizado, meses depois, pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O episódio envolvendo Moraes ocorreu em agosto de 2025.

Flávio se manifesta

Nesta quinta-feira (24), Flávio Bolsonaro comentou publicamente a informação e afirmou que, à época da viagem, considerava o avião como pertencente a Willer Tomaz.

O candidato escreveu nas redes sociais que o avião "era de Willer" e ironizou o fato de a mesma aeronave ter posteriormente transportado Alexandre de Moraes.

A participação de Tomaz na propriedade da aeronave é confirmada pela apuração da piauí. No entanto, os registros societários citados pela reportagem indicam que outra parcela do jato estava ligada à Prime You, que naquele período tinha Vorcaro entre seus sócios.

Até o momento, as reportagens consultadas não apontam que a viagem em si constitua uma ilegalidade, nem que Flávio Bolsonaro seja investigado simplesmente por ter utilizado a aeronave. A relevância do episódio está nas relações societárias do avião e na presença, durante o voo, de pessoas posteriormente associadas a investigações da Polícia Federal.

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