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O juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, condenou 8 dos 14 réus da ação penal da Operação Ragnatela a penas que somam 81 anos de prisão. Deflagrada em junho de 2024, a operação desarticulou um esquema de lavagem de dinheiro e gestão de casas noturnas em Cuiabá para a realização de shows de MC’s custeados pelo Comando Vermelho (CV), em parceria com promoters locais.
Condenados
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Joadir Alves Gonçalves, vulgo Jogador, Joga ou Véio – 12 anos e 10 meses de prisão (líder, já com 11 condenações anteriores).
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Joanilson de Lima Oliveira, vulgo Japão – 5 anos e 6 meses (articulação e controle administrativo).
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Willian Aparecido da Costa Pereira, vulgo Gordão – 14 anos e 1 mês (proprietário de casa noturna usada para lavar dinheiro e repassador de ordens da facção).
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Rodrigo de Souza Leal, vulgo Leal – 10 anos e 9 meses (gerente do Dallas Bar e fundador do grupo G12 Eventos).
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Kamilla Beretta Bertoni – 7 anos e 6 meses (auxiliava na organização de eventos e divisão de lucros).
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Elzyo Jardel Xavier Pires, vulgo Jardel – 10 anos e 2 meses (recebia e repassava valores, além de atuar na Câmara).
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Agner Luiz Pereira de Oliveira, vulgo Agno – 10 anos e 2 meses.
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João Lennon Arruda de Souza – 3 anos e 6 meses.
Absolvidos
Foram absolvidos Ana Cristina Brauna Freitas, Matheus Arajo Barbosa, Rafael Piaia Pael, Wilson Carlos da Costa, Lauriano Sai Gomes da Cruz e Clawilson Almeida Lacava, por falta de provas.
Recurso
Podem recorrer em liberdade Rodrigo Leal, Kamilla Bertoni, Elzyo Jardel, Agner Oliveira e João Lennon, que tiveram prisões revogadas após a audiência. Já Joadir Gonçalves, Joanilson Oliveira e Willian Pereira não terão esse direito.
A operação
A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO/MT) deflagrou a operação em 5 de junho de 2024, com apoio de cerca de 400 policiais em Mato Grosso e no Rio de Janeiro. Foram cumpridos 36 mandados de busca e apreensão, além de prisões, sequestro de bens, bloqueio de contas e afastamento de servidores públicos.
As investigações mostraram que os acusados usavam casas noturnas para inserir dinheiro ilícito no sistema financeiro, além de restringirem a contratação de artistas ligados a facções rivais.
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