O influenciador digital Bruno Marques, de 35 anos, natural de Cuiabá, foi preso nesta terça-feira (3) ao desembarcar no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos (SP), vindo de um voo da França. A Polícia Civil informou que ele é suspeito de envolvimento na promoção de jogos de azar online e estava foragido desde o dia 27 de novembro, quando foi alvo da Operação 777, conduzida pela Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon).

Segundo o boletim de ocorrência, Bruno foi detido pela Polícia Federal e, após o cumprimento do mandado de prisão, encaminhado ao Centro de Detenção de Guarulhos, onde permanece à disposição da justiça. Procurado pelo g1, o influenciador não respondeu até a publicação desta reportagem.

Operação 777 e Prisões

Deflagrada há uma semana, a Operação 777 tinha como objetivo combater a divulgação de jogos de azar online, incluindo o conhecido “Jogo do Tigrinho”, e a promoção de rifas ilegais nas redes sociais. Na ação, oito mandados de prisão temporária e 11 de busca, apreensão e bloqueio de bens e valores foram cumpridos nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande (MT), Pindamonhangaba e Taubaté (SP).

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Sete pessoas foram presas inicialmente, mas foram liberadas após o término do prazo de prisão temporária. Bruno, que embarcou para Paris antes de ser localizado, foi considerado foragido pela Polícia Civil.

Vida de Luxo nas Redes Sociais

Com mais de 40 mil seguidores, Bruno Marques exibe nas redes sociais um estilo de vida luxuoso, repleto de viagens internacionais, festas glamorosas, carros de alto padrão e joias. Destinos como Maldivas, França, Dubai e Itália são frequentes em suas publicações. O último post feito pelo influenciador, em frente à Torre Eiffel, ocorreu quando ele já estava sendo procurado pela polícia.

Outros Influenciadores Envolvidos

Entre os alvos da operação estão outros influenciadores digitais, como:

  • Briel Oliveira (91,5 mil seguidores), de Cuiabá;
  • Nicholas Guilherme (123 mil seguidores), de São Paulo;
  • Vitor Vinicius (38 mil seguidores), também de São Paulo.

Os investigados promoviam jogos de azar e incentivavam seguidores a apostarem, divulgando vídeos em que simulavam ganhos financeiros rápidos com apostas de baixo valor. As investigações apontam que parte dos rendimentos era lavada com a ajuda de familiares.

Apreensão de Bens e Bloqueio Judicial

As redes sociais dos investigados foram bloqueadas por ordem judicial para impedir a continuidade das práticas ilícitas. Durante a operação, foram apreendidos R$ 12,8 milhões em bens e valores. Entre os presos estão as mães de alguns influenciadores, acusadas de lavar dinheiro oriundo da promoção das plataformas ilegais.

As investigações continuam para aprofundar a identificação de outros envolvidos e rastrear o destino dos valores obtidos com as atividades ilegais.

FONTE/CRÉDITOS: Com informações G1