A prisão de Ítalo Adriel Sales dos Santos, 18 anos, é apontado pela Polícia Civil como um dos principais investigados pela morte de Lucas Matheus da Silva Almeida Daminelli, trouxe novos elementos para a investigação que apura o crime ocorrido em Sapezal.
Ítalo foi preso na manhã do dia 27 de junho, na cidade de Tangará da Serra, enquanto viajava em um ônibus com destino a Cuiabá. Conforme o Auto de Prisão em Flagrante, equipes da Polícia Militar montaram uma barreira após receberem informações de que um dos suspeitos estaria deixando a região.
Segundo os policiais responsáveis pela abordagem, o investigado chegou a informar um nome diferente durante a identificação. Após conferência dos documentos e dos dados levantados pela investigação, sua identidade foi confirmada e ele foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Tangará da Serra, onde teve a prisão em flagrante formalizada.
O que Ítalo declarou à Polícia Civil
Durante o interrogatório, Ítalo prestou depoimento ao delegado responsável pela investigação. Conforme o processo, ele apresentou uma confissão parcial sobre os fatos investigados.
De acordo com os autos, o investigado indicou aos policiais o local onde o corpo de Lucas Matheus havia sido ocultado. A informação levou equipes da Polícia Civil até uma área de mata em Sapezal, onde o cadáver foi localizado durante as diligências.
Ainda segundo o processo, Ítalo também mencionou a participação de outras pessoas no crime, identificando investigados pelos apelidos de "Cowboy", "2T", "XR" e "Portugal". Conforme registrado pela autoridade policial, ele afirmou que a morte teria ocorrido por determinação de integrantes de uma organização criminosa.
As declarações prestadas por Ítalo passaram a integrar o conjunto de provas reunidas pela Polícia Civil e são analisadas em conjunto com outros elementos da investigação.
Outras provas reunidas
Além do interrogatório, o inquérito reúne uma série de elementos que, segundo a Polícia Civil, reforçam a investigação.
Entre eles estão o reconhecimento fotográfico realizado pela vítima sobrevivente Higor Sanchez Ibanhes, o reconhecimento feito pelo motorista de aplicativo que transportou o investigado na madrugada dos fatos, os depoimentos de policiais civis e militares, a apreensão do telefone celular de Ítalo, além dos laudos periciais produzidos após a localização do corpo.
Com base nesse conjunto probatório, a autoridade policial representou pela conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva, além de solicitar a quebra do sigilo telefônico e telemático e a extração dos dados do aparelho celular apreendido.
A investigação prossegue para esclarecer a participação de todos os envolvidos e reunir novos elementos que subsidiem o andamento da ação penal.

Spz Online
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