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Domingo, 26 de Julho 2026
Justiça

Justiça rejeita queixa-crime de psicólogo que denunciou agressão por homofobia em boate de Cuiabá

Magistrada considerou que formalidade processual não foi cumprida no prazo legal, encerrando ação que teve repercussão nas redes sociais

Spz Online
Por Spz Online
Justiça rejeita queixa-crime de psicólogo que denunciou agressão por homofobia em boate de Cuiabá
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A Justiça de Cuiabá rejeitou a queixa-crime apresentada pelo psicólogo Douglas Amorim contra o homem acusado de agredi-lo em uma boate da capital e encerrou a ação penal correspondente, conforme decisão proferida pela juíza Maria Rose de Meira Borba. A decisão foi divulgada nesta quarta-feira (25).

Segundo o teor da sentença, a queixa-crime precisava ser acompanhada de uma procuração formal enviada por advogado ou defensor, com a identificação correta da vítima e descrição do fato imputado ao acusado. Embora o documento tenha sido apresentado dentro do prazo de seis meses contados a partir da data da ocorrência, a magistrada concluiu que a procuração tinha irregularidades que não foram corrigidas no período legal, o que inviabilizou o prosseguimento da ação. 

O prazo para regularização desse tipo de documento está previsto no artigo 38 do Código de Processo Penal, que estabelece o limite para o exercício do direito de queixa pelo ofendido. Na decisão, a juíza registrou que, como a formalidade não foi sanada dentro do prazo legal, o direito de continuar com a ação foi considerado extinto, levando à declaração de extinção da punibilidade do acusado no caso específico. 

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O caso remonta a um episódio ocorrido na madrugada de 11 a 13 de janeiro de 2025, quando Amorim relatou ter sido agredido no banheiro da boate Nuun Garden, na capital. Na época, ele publicou um vídeo em suas redes sociais denunciando a agressão e atribuindo-lhe motivação homofóbica. Ele também registrou boletim de ocorrência na Polícia Civil, que investigou o fato. 

No relato divulgado à época, a agressão teria começado após um confronto verbal entre a vítima e o homem denunciado em uma área interna da boate. Testemunhas e imagens de câmeras de segurança, cedidas pela própria casa noturna às autoridades, mostraram o momento em que o psicólogo, com ferimentos, foi retirado por amigos e pela equipe de segurança e levado para atendimento médico, onde recebeu cuidados por cortes na face e uma lesão no tornozelo. 

Na decisão mais recente, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) se manifestou contra o prosseguimento da queixa-crime em função da irregularidade no documento apresentado, opinando pela extinção da punibilidade. A juíza acolheu esse parecer ao rejeitar formalmente a queixa. 

Até o momento não há confirmação formal de novas medidas penais relacionadas ao caso nem manifestação pública de defesa do acusado sobre a rejeição da queixa-crime. Também não consta nos autos, até o momento divulgado, uma posição oficial do psicólogo sobre a decisão.

FONTE/CRÉDITOS: (Divulgação)
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