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Sexta-feira, 09 de Outubro 2026
Polícia

Ministério Público recorre e pede prisão preventiva de motorista envolvido em acidente que matou jovem em Sapezal

Na decisão questionada pelo Ministério Público, a Justiça homologou a prisão em flagrante, reconheceu a legalidade da atuação policial, mas concedeu liberdade provisória mediante pagamento de fiança e imposição de medidas cautelares, entre elas a sus

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Por Spz Online
Ministério Público recorre e pede prisão preventiva de motorista envolvido em acidente que matou jovem em Sapezal
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O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) apresentou recurso à Justiça para tentar reverter a decisão que concedeu liberdade provisória a José Lázaro Schneider, preso em flagrante após o acidente de trânsito que resultou na morte do jovem Gabriel Correia Sabatine, de 20 anos, em Sapezal.

O recurso foi protocolado nesta segunda-feira (1º) e solicita que a decisão seja reformada para que seja decretada a prisão preventiva do investigado enquanto as apurações prosseguem.

O caso ocorreu na noite do último sábado (30), na Avenida Primavera, no bairro Cidezal II. Conforme consta nos autos, Gabriel conduzia uma motocicleta quando ocorreu a colisão com uma caminhonete Toyota Hilux. O jovem não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

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De acordo com o Ministério Público, elementos reunidos durante a investigação apontam que o motorista da caminhonete teria deixado o local após o acidente e sido localizado posteriormente por policiais em uma residência da cidade. Ainda segundo o recurso, ele apresentava sinais de embriaguez e foi submetido ao teste do etilômetro, que registrou 0,86 miligrama de álcool por litro de ar expelido pelos pulmões.

Na decisão questionada pelo Ministério Público, a Justiça homologou a prisão em flagrante, reconheceu a legalidade da atuação policial, mas concedeu liberdade provisória mediante pagamento de fiança e imposição de medidas cautelares, entre elas a suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), comparecimento periódico em juízo e restrições de deslocamento.

Ao recorrer da decisão, o promotor de Justiça Álvaro Schiefler Fontes sustenta que as circunstâncias do caso demonstram a necessidade da prisão preventiva. Entre os argumentos apresentados estão o resultado morte, a suposta embriaguez ao volante, a saída do local do acidente e a posterior localização do investigado em uma residência.

O Ministério Público também argumenta que as medidas cautelares impostas seriam insuficientes para garantir a ordem pública e a aplicação da lei penal.

No recurso, o órgão ainda destaca que a investigação poderá aprofundar a análise jurídica dos fatos, inclusive quanto à possibilidade de eventual enquadramento diverso daquele inicialmente adotado pela autoridade policial. No entanto, ressalta que essa avaliação dependerá do avanço das diligências e da produção de novas provas.

Grande repercussão

A morte de Gabriel Correia Sabatine gerou forte comoção em Sapezal e repercutiu amplamente em diversas regiões de Mato Grosso. Desde a divulgação do acidente, milhares de manifestações foram registradas nas redes sociais, com mensagens de solidariedade à família da vítima e pedidos de justiça.

O caso também ganhou destaque em veículos de comunicação de diferentes municípios do estado, tornando-se um dos assuntos mais comentados dos últimos dias. Familiares, amigos e moradores realizaram homenagens ao jovem, enquanto o andamento das investigações passou a ser acompanhado de perto pela população.

No próprio recurso, o Ministério Público menciona a repercussão social do caso e cita manifestações realizadas por familiares e amigos da vítima, destacando que a mobilização popular decorre da gravidade dos fatos investigados.

Defesa

Até o momento, a defesa de José Lázaro Schneider sustenta a manutenção da decisão que concedeu liberdade provisória e deverá apresentar contrarrazões ao recurso apresentado pelo Ministério Público.

Agora, caberá ao Poder Judiciário analisar o pedido de reconsideração e, caso a decisão seja mantida, encaminhar o recurso para julgamento pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), que decidirá se mantém ou revoga a liberdade provisória concedida ao investigado.

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