Cuiabá, 25 de maio de 2023 - O ministro da Educação, Camilo Santana, esteve em Cuiabá nesta quinta-feira (25) em uma visita oficial e se reuniu com o governador Mauro Mendes. Durante o encontro, em um diálogo com os jornalistas presentes, o ministro destacou a importância de uma parceria com Mato Grosso para retomar obras que se encontram paralisadas no estado. No entanto, ele reiterou a posição do governo federal em não investir em escolas militares, divergindo de uma das propostas em discussão no estado.

"Não está em nossa estratégia como Ministério investir em escolas militares. Os dados e evidências disponíveis não apontam que esse modelo de ensino tenha trazido resultados significativos para a educação no Brasil. Tomemos o exemplo do meu estado, o Ceará: das 100 melhores escolas do país, 87 delas são cearenses, e nenhuma delas segue o formato militar. Optamos por fortalecer o que já demonstrou eficácia. Não há necessidade de 'reinventar a roda'", enfatizou o ministro.

Mato Grosso tem buscado implementar escolas militares, com a inauguração de 26 unidades até o momento, além da realização de audiências públicas para debater a viabilidade dessa modalidade de ensino em outras instituições.

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Entretanto, Camilo Santana reforçou que o governo federal não apoiará essa iniciativa. Ele ressaltou que a decisão de adotar escolas militares cabe a cada estado e município, uma vez que possuem autonomia para isso.

"Ainda não existem comprovações sólidas sobre os resultados alcançados pelas escolas militares, principalmente porque não foi dado tempo suficiente para uma avaliação criteriosa. Temos cerca de 200 escolas militares em todo o país, em contraste com as mais de 138 mil escolas de ensino básico existentes. Os indicadores de qualidade educacional têm mostrado êxito com outras abordagens que estamos implementando. No entanto, é fundamental destacar que a decisão final recai sobre cada estado e município, pois possuem autonomia para tomar essa decisão", concluiu o ministro da Educação, Camilo Santana.