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Nesta quinta-feira (15), o prefeito de Sapezal, Valcir Casagrande (PL), entrou de licença por 60 dias, deixando temporariamente o comando da Prefeitura Municipal. Nesse período, o vice-prefeito Claudio Scariote (Pode) assume o cargo interinamente, enfrentando um grande desafio: provar que está apto a se tornar o candidato à sucessão de Valcir Casagrande.
Desde a sua eleição, Scariote já é apontado como o sucessor de Casagrande para o cargo. No entanto, de acordo com fontes, sua possível candidatura ao Paço Antônio André Maggi não será tão fácil como ele e seu grupo imaginaram. Uma disputa interna dentro do Partido Liberal (PL), partido do atual prefeito, coloca o nome de Vando Bianchi como outro possível candidato.
Apesar de já ter assumido a Prefeitura por algumas vezes durante o mandato, Scariote não conseguiu demonstrar plenamente sua capacidade de liderança e gestão em momentos críticos. Muitos o consideram fraco e autoritário, e em uma das ocasiões em que esteve à frente da Prefeitura, foi até chamado de "pouca prática".
Uma das principais críticas dirigidas à sua gestão é a dificuldade que Scariote enfrenta para executar as mais simples ações dentro do Executivo. Se ele realmente deseja se tornar prefeito, Claudio terá muito a aprender, especialmente no que diz respeito ao controle de crises.
Em uma oportunidade, Claudio chegou a exonerar um dos principais articuladores da gestão, Paulo Elias, que ocupava o cargo no setor de convênios. Paulo Elias, presidente do Partido Social Liberal (PSL) - partido que fundiu-se com o Democratas (DEM) para ser rebatizado de União Brasil (União) -, era uma figura de destaque na gestão e participava de importantes viagens de representantes do Executivo para a capital e até Brasília. A demissão de Paulo Elias, após suas críticas a Scariote, gerou uma grande crise. "É ele ou eu", teria afirmado Scariote a Casagrande quando este retornou de uma licença após ouvir diversas críticas.
Outro episódio que ganhou destaque foi quando Scariote, por conta própria, decidiu aceitar empregar um sobrinho no setor de engenharia da Prefeitura apesar dos avisos de que essa medida poderia lhe causar problemas. Meses mais tarde, seu sobrinho deixou o cargo sem grandes alardes, mas o episódio ficou marcado.
Além disso, seu controle emocional também é questionável, como evidenciado quando decidiu confrontar o falecido vereador Franço Helber durante a inauguração de uma creche, em resposta às críticas políticas. Felizmente, pessoas próximas contiveram sua fúria.
Diante de tais acontecimentos, fica a pergunta: Claudio Scariote está realmente preparado para assumir um cargo tão importante?
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