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O juiz Rafael Depra Panichella, da 1ª Vara Criminal de Sorriso, recebeu a denúncia contra Gilberto Rodrigues dos Anjos, 32 anos, pedreiro que confessou ter cometido um crime chocante que abalou o Estado. O Ministério Público Estadual (MP) formalizou a denúncia na sexta-feira (15), acusando-o de quatro homicídios qualificados e três estupros. No mesmo dia, a Justiça acolheu a denúncia.
No episódio ocorrido em 24 de novembro, Gilberto tirou a vida de Cleci Calvi Cardoso, 46 anos; Miliani Calvi Cardoso, 19 anos; Manuela Calvi Cardoso, 13 anos; e Melissa Calvi Cardoso, 10 anos. Apenas a filha caçula não foi vítima de abuso sexual pelo agressor.
As vítimas foram estupradas enquanto agonizavam, após terem sido esfaqueadas por Gilberto.
O Ministério Público adicionou a qualificação de feminicídio, destacando o menosprezo e discriminação à condição de mulher no ato criminoso. Além disso, considerou os homicídios cometidos de forma cruel, utilizando métodos que dificultaram a defesa das vítimas e asseguraram a execução dos crimes, além de garantir a impunidade de outro delito. Também foram imputados dois crimes contra menores de 14 anos.
Uma circunstância agravante foi identificada: os crimes foram perpetrados na presença de ascendentes e descendentes das vítimas.
O assassino trabalhava em uma obra ao lado da residência das vítimas e pernoitava no local. Adentrou a casa pela janela do banheiro, permanecendo do dia 24 ao dia 25 de novembro.
Os corpos só foram descobertos em 27 de novembro, quando familiares notaram o silêncio das vítimas e alertaram as autoridades, que adentraram na residência.
Segundo o delegado Bruno França, Gilberto tinha como alvo a mãe das adolescentes, perdendo o controle quando as filhas tentaram protegê-la ao ouvirem seus gritos.
Há apenas dois meses, o pedreiro havia cometido um crime similar em Lucas do Rio Verde e estava foragido desde então.
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