O ex-governador de Mato Grosso, Pedro Taques, prestou depoimento nesta quarta-feira (25), em Brasília, à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, no Senado Federal. Ele foi ouvido na condição de testemunha em uma das frentes de apuração que investigam possíveis irregularidades em operações de crédito consignado no estado.

A oitiva ocorre no contexto de investigações que buscam identificar eventuais falhas no sistema de empréstimos consignados, incluindo a atuação de instituições financeiras e empresas intermediárias. A CPI também analisa possíveis conexões dessas operações com práticas ilícitas.

Durante o depoimento, Taques relatou um aumento expressivo na quantidade de contratos de crédito consignado nos últimos anos, especialmente entre 2022 e 2024. Segundo ele, o crescimento dessas operações teria impactado diretamente servidores públicos, que são o principal público desse tipo de crédito.

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O ex-governador também mencionou preocupações com a atuação de empresas que operam no setor, algumas, segundo ele, sem autorização formal para funcionamento como instituições financeiras. Ele afirmou ainda que levou questionamentos sobre o tema a órgãos de controle, como o Banco Central e a Polícia Federal.

A CPI investiga, entre outros pontos, se houve falhas na fiscalização dessas operações e se o modelo adotado permitiu irregularidades ou prejuízos aos servidores. A comissão também busca esclarecer a eventual participação de instituições financeiras nas transações analisadas.

A participação de Taques ocorre em meio a debates políticos no estado. O atual governo de Mato Grosso chegou a questionar a presença do ex-governador na comissão, mas a oitiva foi mantida pelos senadores responsáveis pelos trabalhos.

Instalada no Senado Federal, a CPI do Crime Organizado tem como objetivo apurar a atuação de organizações criminosas e suas possíveis conexões com atividades econômicas e estruturas públicas em diferentes estados do país.