A Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor) deflagrou, na manhã desta sexta-feira (1º), a segunda fase da Operação Athena, com o cumprimento de 11 ordens judiciais, incluindo mandados de busca e apreensão e o bloqueio de cerca de R$ 4 milhões em bens de investigados. A ação tem como alvos três ex-funcionários da Empresa Cuiabana de Saúde Pública, suspeitos de liderar um esquema criminoso entre os anos de 2022 e 2024.

Entre os investigados nesta nova etapa está Eduardo Pereira Vasconcelos, ex-diretor administrativo financeiro da estatal, além de outros dois ex-colaboradores. A Polícia Civil também investiga a empresa NS Picinatto, criada após a deflagração da primeira fase da operação. Segundo as investigações, a empresa tem como sócia a esposa do proprietário da Lume Divinum, apontada como principal beneficiária de contratações fraudulentas com a Empresa Cuiabana.

As ordens judiciais incluem a busca e apreensão de documentos, aparelhos eletrônicos e a indisponibilidade de bens — entre imóveis e veículos. Além disso, foram impostas medidas cautelares aos investigados, que estão proibidos de manter contato entre si, frequentar órgãos da Saúde municipal e sair da comarca sem autorização judicial. Todos devem entregar seus passaportes.

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A Polícia Civil informou que os materiais apreendidos nesta fase serão fundamentais para dar continuidade às investigações, que seguem sob sigilo.

Primeira fase

A primeira fase da Operação Athena ocorreu em setembro de 2023 e resultou no cumprimento de 16 mandados de busca e apreensão, além do sequestro de bens e afastamento de servidores públicos. Entre os alvos estiveram nomes de destaque da gestão da saúde municipal, como:

  • Gilmar de Souza Cardoso, ex-secretário adjunto de Gestão;

  • Célio Rodrigues da Silva, ex-secretário de Saúde;

  • Paulo Sérgio Barbosa Rós, ex-secretário-adjunto de Atenção Hospitalar;

  • Vinicius Gatto Cabalcantr Oliveira, ex-diretor da Empresa Cuiabana;

  • Juarez Silveira Samaniego, atual secretário de Meio Ambiente e presidente do Crea-MT;

  • Entre outros servidores e ex-funcionários envolvidos.

As medidas também incluíram bloqueios judiciais de valores que ultrapassaram R$ 3,9 milhões.

As apurações buscam esclarecer o suposto esquema de fraudes em contratos públicos envolvendo a Empresa Cuiabana de Saúde Pública, com foco em sobrepreços, direcionamento de licitações e favorecimento a empresas com vínculos pessoais e familiares. A investigação segue em curso pela Deccor.