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A Justiça Eleitoral determinou a cassação do registro de candidatura da prefeita reeleita de Barra do Bugres (MT), Maria Azenilda Pereira (Republicanos), e do vice-prefeito, Arthur José Franco Pereira, por suspeita de compra de votos durante as eleições de 2024. Ambos também foram condenados à inelegibilidade por oito anos e ao pagamento de multa no valor de R$ 200 mil.
A decisão, assinada pelo juiz Arom Olímpio Pereira, estabelece a realização de novas eleições no município em janeiro de 2025.
De acordo com a denúncia, Carlos Luiz Pereira Neto, filho de Maria Azenilda e secretário de Administração do município, teria oferecido R$ 2 mil à eleitora Luciana Viana da Silva, durante um comício, em troca de voto e apoio político à sua mãe. Além disso, Arnaldo Pereira, marido de Maria, e Rosandria Cardoso da Silva, esposa do vice-prefeito Arthur, teriam prometido benefícios como a construção de um muro na casa da eleitora e a garantia de um emprego melhor, também com o objetivo de influenciar o voto.
As mensagens trocadas via WhatsApp entre Luciana e Carlos foram apresentadas como provas, sendo analisadas durante a audiência. Segundo o juiz, os diálogos confirmaram a entrega do dinheiro e a promessa de benefícios em troca do voto.
Em nota, a defesa de Maria Azenilda negou as acusações e afirmou que buscará reverter a decisão junto ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Até o momento, não houve posicionamento público dos demais citados.
Maria Azenilda Pereira, de 72 anos, é casada e possui ensino médio completo. Declarou à Justiça Eleitoral não possuir patrimônio e foi reeleita em 2024 com 8.987 votos, o equivalente a 51,88% dos votos válidos.
A decisão judicial abre um novo capítulo na política de Barra do Bugres, com a expectativa de eleições suplementares para definir a nova gestão do município.
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