As articulações para a disputa ao Senado em Mato Grosso nas eleições de 2026 já provocam divisões dentro de um dos principais grupos políticos do estado, liderado pelo governador Mauro Mendes, do União Brasil. O partido, que hoje concentra força no Executivo estadual, enfrenta dificuldades para unificar o apoio em torno de um único nome.

Nos bastidores, diferentes lideranças do União Brasil têm se posicionado de forma distinta sobre quem deve representar o grupo na corrida ao Senado. O próprio Mauro Mendes é apontado como possível candidato, mas ainda não há confirmação oficial. Paralelamente, o senador Jayme Campos, também do União Brasil, surge como outro nome de peso dentro da sigla, o que intensifica a disputa interna.

A divisão não se limita ao União Brasil. Aliados tradicionais, como o PL e o Republicanos, também acompanham o cenário com cautela. O PL, que tem forte presença no estado, pode optar por lançar candidatura própria ou compor alianças, dependendo da definição dentro do grupo governista. Já o Republicanos, partido do prefeito de Sapezal, Claudio Scariote, observa as movimentações visando ampliar espaço político na formação de futuras chapas.

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Outro nome que aparece nas articulações é o do ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, do PSD, que pode buscar a reeleição ao Senado. A possível candidatura fortalece o campo de disputa e amplia o número de atores relevantes no processo eleitoral.

Além disso, lideranças como o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e parlamentares estaduais e federais também são citados nos bastidores como possíveis peças-chave na composição de alianças, seja como candidatos ou apoiadores estratégicos.

O cenário, ainda indefinido, indica que a disputa ao Senado em Mato Grosso tende a ser uma das mais acirradas dos últimos anos, com diferentes grupos políticos buscando protagonismo. A consolidação das candidaturas deve ocorrer ao longo de 2026, conforme avançam as negociações e definições partidárias.