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Os Técnicos de Desenvolvimento Infantil (TDI) de Sapezal estão enfrentando dificuldades para ter suas 30 horas semanais oficializadas pela Prefeitura Municipal. Embora alguns desses profissionais já trabalhem com essa carga horária, ela ainda não foi estipulada por lei.
Em maio passado, o prefeito licenciado Valcir Casagrande (Sem Partido) prometeu em um vídeo gravado e publicado nas redes sociais pelo vereador Márcio Bonifácio (PL) que o assunto já estava sendo tratado com o setor jurídico da Prefeitura e que a oficialização ficaria a cargo do prefeito em exercício Claudio Scariote (Pode).
No entanto, aparentemente, os responsáveis estão protelando a oficialização das 30 horas para os profissionais de TDI do município.
Nesta terça-feira (11), uma reunião foi realizada no gabinete de Scariote para discutir o assunto. Estiveram presentes os vereadores Ronaldo de Oliveira (Pode), Ailton Monteiro (União), Eliston Guarda (PL), Mauro Galvão (PP) e representantes da categoria, juntamente com a secretária de Educação, Cultura e Esporte, Nelci Rauber. Durante a reunião, Rauber teria atribuído a responsabilidade aos vereadores, desafiando-os a elaborar um estudo de impacto sobre a carga horária solicitada pela categoria dentro de um prazo de 15 dias.
A atitude desafiadora da secretária não foi bem recebida pelos presentes, uma vez que a elaboração desse estudo é de responsabilidade da Prefeitura e não dos vereadores, como proposto pela secretária. Além disso, um dos motivos apresentados para o atraso na resolução da reivindicação seria o receio por parte do Executivo de que outras categorias também solicitem redução em suas cargas horárias.
Outro aspecto que chamou a atenção foi a ausência do vereador Márcio Bonifácio, representante da Educação, na reunião. Segundo interlocutores ouvidos por Spz Online, o vereador estaria "jogando contra" a reivindicação das TDI's, já que em oportunidades ele teria argumentado que outros profissionais também poderiam reivindicar o benefício.
Em resumo, as profissionais continuarão lutando para ter seu direito reconhecido, mesmo que para isso tenham que reivindicar de forma mais incisiva a redução da carga horária.
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