Felipe Carvalho Duffeck, Vilso Gabriel Brancalione e João Pedro de Lima Ceolin foram condenados pelos crimes de atentado contra a segurança de transporte público, resistência qualificada e abolição violenta do estado democrático de direito. A sentença foi proferida pelo juiz Jeferson Schneider e divulgada nesta quarta-feira (20).

Os acusados receberam penas de nove anos e sete meses de prisão, em regimes semiaberto e fechado, além de indenização de R$ 125,5 mil cada um pelos danos morais coletivos. A defesa de Vilso e João Pedro anunciou que recorrerá da decisão, alegando desproporcionalidade na sentença.

O caso ganhou destaque após os envolvidos furtarem pneus para incendiar a rodovia BR-163, em Nova Mutum, durante manifestações antidemocráticas em novembro de 2022. Na ocasião, eles ameaçaram uma mulher em uma borracharia, roubaram os pneus e os usaram para obstruir a via. Durante a perseguição policial, o trio trocou tiros com agentes e foi capturado após abandonar a caminhonete usada no crime.

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A decisão judicial, inicialmente sob segredo de Justiça, foi tornada pública a pedido do Ministério Público Federal, sob a justificativa de que a transparência é essencial para o controle público das ações estatais.

O episódio integra uma série de atos antidemocráticos registrados em Mato Grosso e em outras regiões do país após o resultado das eleições de 2022. O estado foi identificado como um dos focos das manifestações, que incluíram atentados contra concessionárias e a destruição de veículos em rodovias.