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A Polícia Civil de Mato Grosso prendeu em flagrante, no último sábado (31), o médico e vereador Thiago Bitencourt (PL), suspeito de envolvimento em crimes de abuso sexual de vulnerável e armazenamento de material relacionado à exploração sexual infantil. A prisão ocorreu em Canarana, cidade localizada no interior do estado.
Durante a operação, agentes cumpriram mandados de busca e apreensão na residência e no consultório do parlamentar. Segundo a Polícia Civil, foram encontrados diversos arquivos digitais contendo imagens de pornografia infantil. Parte do material, conforme apontam as investigações, teria sido produzida pelo próprio vereador.
Os policiais também apreenderam brinquedos infantis, roupas de criança e acessórios de conotação sexual, que reforçam as suspeitas de envolvimento direto nos abusos. O flagrante foi registrado após a análise preliminar dos materiais coletados.
O parlamentar foi preso acusado de manter, durante três anos, uma adolescente de 15 anos como "escrava sexual". Com ele, foi encontrado um vasto material relacionado a crimes de pedofilia.
As investigações começaram após a denúncia do pai de uma criança de 2 anos, que também foi vítima de Thiago.
"O pai de uma bebê de 2 anos nos procurou para denunciar que sua cunhada de 15 anos estava se relacionando com o suspeito. Ele a tratava como uma escrava sexual. Ela fazia tudo que ele pedia", disse o delegado responsável pelo caso, Flávio Leonardo.
Ainda conforme a autoridade policial, as investigações apontaram que Thiago se valia da condição de médico para se aproximar das vítimas que, em sua totalidade, estão em situação de vulnerabilidade.
"As apurações continuam com a finalidade de identificar outras supostas vítimas, bem como, esclarecer a real extensão e gravidade dos crimes praticados. Ressalta-se ainda que a indícios de que o suspeito se valia da sua condição de médico para ter acesso e se aproximar das vítimas, principalmente em situação de vulnerabilidade", finalizou.
No domingo (1º), Thiago passou por audiência de custódia e teve a prisão em flagrante convertida em preventiva. O caso está em segredo de Justiça.
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