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Durante a sessão da Câmara Municipal de Sapezal nesta segunda-feira (02), o vereador Márcio Bonifácio (Republicanos) fez uma declaração crítica ao cargo de vice-prefeito, sugerindo até sua extinção. Em seu discurso, Bonifácio questionou a real utilidade da função, afirmando que o Brasil poderia economizar bilhões caso o cargo fosse eliminado.
“Inclusive, eu penso que nós poderíamos economizar bilhões no nosso país se nós extinguíssemos esse cargo de vice. Para que ele serve? Na ausência de um prefeito, o presidente da câmara pode ocupar o cargo. Então a gente precisa potencializar o recurso público de forma prática e eficaz”, declarou o parlamentar.
A fala ocorreu em um momento no qual o atual prefeito Claudio Scariote (Republicanos) está completando cinco meses de gestão. Vale destacar que Claudio foi vice-prefeito na administração anterior, o que Bonifácio utiliza para contextualizar que o governo atual ainda trabalha com um orçamento aprovado pela gestão passada. Assim, o vereador tenta minimizar a responsabilidade do prefeito sobre problemas enfrentados pela cidade, destacando que “primeiro nós temos que realizar o PPA, nós temos que realizar a LOA, nós temos que realizar a LDO, para incluir o plano de governo dentro do PPA, que são para os próximos quatro anos”.
Bonifácio aproveitou para defender o trabalho da atual gestão, reforçando que o prefeito está “no seu tempo” para desenvolver políticas públicas, e destacou a importância de reconhecer os avanços já realizados.
Ao justificar sua posição, o vereador também ressaltou que o papel de vice-prefeito, muitas vezes, é apenas simbólico e que o presidente da Câmara já pode assumir a função em caso de ausência do titular. Dessa forma, ele defende a extinção do cargo como uma medida de economia e eficiência no uso dos recursos públicos.
O discurso de Bonifácio gerou repercussão na Casa, sobretudo por questionar diretamente um cargo importante na estrutura administrativa municipal, ao mesmo tempo em que tenta resguardar a atual gestão de críticas relacionadas à execução orçamentária e à implementação de políticas públicas.
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