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Da Redação
Em meio ao aumento de casos de Covid-19, não apenas no Mato Grosso mas em todo o Brasil, um grupo de empresários planejam fazer uma carreata para pedir a reabertura do comércio em Sapezal.
O Sapezal Online teve acesso a mensagens escritas por empresários no grupo "Associados Acisa" em que eles planejam uma carreata para manifestar a insatisfação com o Decreto Estadual que limitou o horário de funcionamento do comércio em todo o estado.
Em uma das mensagens, um dos empresários dá a ideia de realizar a carreata pelas ruas da cidade neste domingo (14) a partir das 9h. "Dia 14 às 9h saindo do CTG, dentro dos carros com máscaras e bandeiras do Brasil, alguns sons e andar pela nossa cidade". Sugere um dos empresários.
"Dar o recado que não estamos contentes e que não aceitamos esse STF e esses decretos dos Governos Estaduais."
Na sequencia outro empresário afirma que é preciso ver a possibilidade com os órgãos competentes, já que uma ação do tipo poderia prejudica-los ou até mesmo beneficia-los. "Precisamos ver com os órgãos competentes (segurança da epidemia), o que podemos fazer? Porque algumas ações podem nos prejudicar ou beneficiar." Disse.
Na sequencia, o empresário sugere que seja contratado uma equipe de filmagem e de fotografia para que o material seja publicado nas redes sociais, dando assim visibilidade para a manifestação. "Se realizarmos essa visitação passiva, precisamos de uma equipe de filmagem e fotos para postar nas redes sociais e mídia." Sugere.
O descontentamento dos empresários é com o Decreto Estadual editado pelo governador Mauro Mendes (DEM) no início deste mês, as medidas visam controlar o avanço do novo coronavírus que já matou 6.291 pessoas em Mato Grosso.
O aumento de casos nos últimos dias vem preocupando as autoridades sanitárias, recentemente o Brasil vem batendo recorde nos números diários de mortos em decorrência da doença, superando as mortes diárias dos Estados Unidos que é o país onde mais pessoas morreram em decorrência da Covid-19. O país já acumula mais de 272 mil mortes desde o início da pandemia.
Pedido de Socorro
Nesta semana, a diretora do Hospital Santa Marcelina, Ana Paula Sousa, gravou um vídeo em que pede a ajuda de todos para frear o avanço do novo coronavírus na cidade, ela lembrou que Sapezal não possui leitos de UTI e que os leitos de estabilização disponiveis na unidade hospitalar estavam ocupados com pacientes da Covid-19.
"É realmente um apelo, eu acredito que hoje todos nós da saúde estamos fazendo um apelo para todos vocês. Sabemos que a gente precisa trabalhar, mas sabemos também que precisamos de saúde para trabalhar. Então por favor, quem não tiver necessidade de sair de casa, mantenha o distanciamento social, usem máscara, higienize as mãos. A gente não está brincando."
Coronavírus em Sapezal
Recentemente Sapezal passou de 50 casos ativos da doença, de acordo com o mais recente boletim informativo divulgado pela secretaria de Saúde de Sapezal, nesta sexta-feira (12), existem na cidade 51 casos ativos da doença e outros 98 suspeitos em análise, totalizando 149 pessoas em isolamento domiciliar por estarem sentindo sintomas da doença.
Desde o início da pandemia, foram diagnosticados 2.665 casos da doença e 29 óbitos, o mais recente foi do secretário municipal de Viação, Obras e Serviços Urbanos, Camilo Felipi, que morreu no dia 02 de março após mais de duas semanas internado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Medidas de distanciamento social
Dezenas de estudos científicos apontam que medidas de distanciamento social têm sido eficazes para reduzir o número de infectados e mortos ou diminuir a sobrecarga dos hospitais. Mas, em geral, elas não conseguem debelar a pandemia sozinhas, sem a ajuda de testagem em massa ou rastreamento de infectados, e dependem muito da adesão popular em cada país.
O distanciamento social abrange diversos tipos de medidas para reduzir a circulação de pessoas em espaços coletivos públicos (ruas e praças) ou privados (shoppings, shows etc.). Dentre as medidas de distanciamento social, podemos citar a necessidade de evitar aglomerações e, assim, podem ser determinados: a paralisação de atividades não essenciais, como fechamento do comércio, com a exceção de serviços essenciais, como supermercados e farmácias; o cancelamento ou adiamento de eventos, como festivais; a paralisação das atividades escolares presenciais; e a adoção do sistema de trabalho remoto. Assim, evita-se a aglomeração, situação muito propícia para a transmissão do vírus.

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