Desde a promulgação da Lei Municipal nº 1.637/2022, que proíbe o manuseio, a utilização, a queima e a soltura de fogos de estampidos e de artifícios com estampido no município de Sapezal, os efeitos negativos desses artefatos pirotécnicos sobre animais e pessoas autistas deveriam ter sido minimizados. No entanto, a falta de fiscalização por parte das autoridades locais tem permitido que a utilização de fogos de artifício continue sendo comum, colocando em risco a segurança e o bem-estar da população e dos animais.

A Lei, proposta pelo Vereador falecido Franço Helber e aprovada pela Câmara Municipal, tinha como objetivo proteger tanto os animais, que sofrem com o estresse, o pânico e os danos físicos causados pelos ruídos intensos dos fogos de artifício, quanto as pessoas autistas, que são extremamente sensíveis a estímulos sonoros e podem experimentar crises de ansiedade e desconforto diante do barulho ensurdecedor.

Os fogos de estampidos e os artifícios pirotécnicos de efeito sonoro ruidoso são proibidos em todo o território de Sapezal, exceto os fogos de vista, que produzem apenas efeitos visuais. No entanto, a ausência de uma fiscalização efetiva tem permitido que a população continue utilizando esses fogos de forma irresponsável, desconsiderando os danos causados aos mais vulneráveis.

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Um dos principais grupos afetados por essa falta de fiscalização são os animais. Durante eventos festivos, é comum presenciar cães, gatos e outros animais domésticos em pânico, tentando se esconder ou fugir dos estrondos dos fogos de artifício. Além disso, a fauna silvestre também sofre com o impacto dos ruídos, podendo abandonar seus habitats naturais e ficar exposta a perigos e conflitos com áreas urbanas.

Outro grupo que sofre com essa negligência são as pessoas autistas, cuja sensibilidade aos estímulos sonoros pode desencadear reações adversas. O barulho intenso dos fogos de artifício pode causar desconforto extremo, crises de ansiedade e até mesmo episódios de pânico nas pessoas autistas, comprometendo sua qualidade de vida e bem-estar emocional.

A Lei estabelece multas para o descumprimento das restrições, variando de acordo com a infração. No entanto, a ausência de uma fiscalização adequada tem permitido que a utilização dos fogos de estampidos e artifícios com estampido continue impune. É necessário que os órgãos responsáveis pelo cumprimento da lei sejam mais proativos na aplicação das penalidades e na conscientização da população sobre os danos causados pelos fogos de artifício.

É preciso que as autoridades locais assumam a responsabilidade de fiscalizar de forma rigorosa a utilização de fogos de artifício, garantindo o cumprimento da lei e protegendo a segurança e o bem-estar da população e dos animais.

Além disso, é fundamental que sejam promovidas campanhas de conscientização para informar a população sobre os malefícios dos fogos de artifício, especialmente em relação aos animais e às pessoas autistas. É preciso destacar que o uso irresponsável desses artefatos pirotécnicos não apenas coloca em risco a saúde e a tranquilidade daqueles que são mais sensíveis, mas também representa um desrespeito à legislação municipal.

A proibição dos fogos de estampidos e artifícios com estampido em Sapezal é um passo importante na busca por uma cidade mais segura e inclusiva, onde tanto os animais quanto as pessoas autistas possam desfrutar de um ambiente livre de ruídos prejudiciais. No entanto, é necessário que essa proibição seja efetivamente implementada e fiscalizada, para que sua eficácia seja garantida.

A população também desempenha um papel crucial nesse processo, sendo responsável por respeitar a lei e conscientizar-se sobre os impactos negativos dos fogos de artifício. Optar por alternativas mais silenciosas e menos prejudiciais, como os fogos de vista, é uma maneira de celebrar de forma segura e consciente, evitando transtornos e problemas para os mais vulneráveis.

É hora de a cidade de Sapezal unir esforços para combater a utilização irresponsável dos fogos de artifício, protegendo os animais, as pessoas autistas e a tranquilidade da comunidade como um todo. Somente através de uma fiscalização eficiente, conscientização e respeito à legislação será possível garantir um futuro mais seguro e inclusivo para todos.