O presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursou na noite do último domingo (25), em São Paulo, após ser reeleito para seu quarto mandato com mais de 64 milhões de votos. Durante sua fala no hotel InterContinental, o chefe do Executivo agradeceu ao eleitorado brasileiro e afirmou que será necessário aprovar regras para o funcionamento de plataformas digitais no país, citando a interferência externa no processo eleitoral.
Segundo o presidente, o combate a ilícitos no ambiente cibernético deve seguir a mesma rigidez aplicada fora da internet. Lula criticou grandes corporações de tecnologia que faturam bilhões sem recolher impostos adequados no Brasil e que, segundo ele, tentam direcionar escolhas políticas nacionais.
Ao comemorar a vitória ao lado de apoiadores, o presidente de 81 anos expressou gratidão à juventude e aos idosos que compareceram às urnas. O petista ressaltou o esforço de eleitores com limitações físicas e problemas de saúde para exercerem o direito ao voto em defesa do regime democrático.
Novo governo
Em relação à próxima gestão, Lula enfatizou que o novo governo terá como marca a participação popular direta nas decisões públicas. O presidente declarou também que a comunicação digital do Palácio do Planalto passará por reformulações para garantir um diálogo sem intermediários com a população.
O evento contou com a presença de diversas autoridades, incluindo o vice-presidente Geraldo Alckmin, o deputado André Janones, ministros de Estado como Alexandre Padilha, Wellington Dias, Esther Dweck, além dos parlamentares Sâmia Bonfim, Marina Silva, Simone Tebet e Eduardo Suplicy.
No cenário político, a disputa de segundo turno contrapôs a trajetória de Lula, ligada ao enfrentamento da ditadura militar nos anos 1970, à candidatura de Flávio Bolsonaro, herdeiro político do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Economia e educação
No campo econômico, as diretrizes da nova gestão priorizam a continuidade de programas sociais como Bolsa Família e Minha Casa, Minha Vida, aliados à manutenção do arcabouço fiscal. O plano prevê ainda valorização do salário mínimo, maior progressividade tributária e investimentos em reindustrialização e transição energética.
Para a educação, as propostas focam na expansão de creches, ensino em tempo integral e fortalecimento do programa Pé-de-Meia. O governo planeja também valorizar o magistério com incentivos específicos para atrair e fixar docentes na rede pública da educação básica.

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