Da Redação

Um caso de uma criança de aproximadamente 2 anos de idade preocupou os profissionais que atuam em uma creche de Sapezal. De acordo com fontes, a criança havia sido diagnosticada com a doença e antes de terminar o período de quarentena obrigatória a mãe teria encaminhado para a unidade escolar, a criança ainda estava com pelo menos um dos sintomas de Covid-19.

O Sapezal Online conversou com fontes ligadas a unidade que não quiseram se identificar, eles afirmam que o caso foi repassado para a direção da creche e posteriormente para a Secretaria Municipal de Saúde e da Secretaria Municipal de Educação. Ainda de acordo com as fontes, a criança teria sido encaminhada na manhã desta segunda-feira (07) para as atividades presenciais e posteriormente foi constatado que a mesma estaria em quarentena obrigatória que termina na próxima quarta-feira (09), ou seja, a criança ainda estava no período em que o vírus se encontra ativo.

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O fato causou muita preocupação, já que ao menos dois funcionários tiveram contato com a criança e mesmo após a confirmação do diagnósticos eles foram informados que continuariam a trabalhar normalmente na unidade. Uma das fontes que conversou com nossa equipe, afirmou que o clima entre os profissionais é de grande insegurança e que a maioria se encontra abalada com a possibilidade de contrair o vírus.

Procurada, a secretária municipal de Educação, Nelci Rauber, confirmou o ocorrido e garantiu que a mãe da criança será denunciada ao Ministério Público Estadual (MPE) já que o fato caracteriza uma irresponsabilidade por parte do responsável que mesmo sabendo do diagnóstico da criança, mesmo assim a levou para a creche.

Nelci afirmou ainda que este é um caso isolado e que todos os servidores que estão atuando nas atividades presenciais fazem o uso dos Equipamentos de Proteção Individual (IPI). A secretária afirmou ainda que as atividades na unidade não foram suspensas, já que após uma consulta com médicos que atuam na Saúde local, não haveria essa necessidade. "Nós conversamos com a Drª Angêlica, e por orientação dela foi realizado uma desinfecção, tanto é que mais de uma vez ocorre a desinfecção no ambiente escolar." Afirmou.

"Por isso a necessidade da gente fortalecer e ser muito rigoroso com todos os protocolos de biossegurança. Para garantir que se por ventura, até porque a gente não sabe se diariamente não circulam pessoas contaminadas nos estabelecimentos, é impossível a gente saber se pessoas assintomáticas estejam circulando ou frequentando a escola. Então, em função disso toda a rigorosidade nos protocolos de biossegurança justamente para garantir que se tiver alguém contaminado nas instituições que a gente impeça através de toda essa higienização e de todos os cuidados com os EPI's, que a gente impeça que haja a contaminação por parte de outra pessoa." 

A secretária garantiu ainda que desde o retorno das aulas presenciais não foram registrados casos confirmados, porém admite que houveram casos suspeitos da doença entre crianças de 0 a 12 anos, entre eles a confirmação de um caso em um bebê de 1 mês que não frequenta a creche. "Os pais estão sendo muito cautelosos, se apresentou sintomas eles não mandam para a escola e comunicam a escola." Afirmou.

"Nós tivemos uma atitude de grande irresponsabilidade da mãe que sabia que a criança estava sob suspeita, embora que assintomática, e houve uma irresponsabilidade muito grande em encaminhar a criança para a escola e não comentar com a equipe diretiva, então diante disso nós estaremos tomando as medidas cabíveis em relação a isso."