A reavaliação da estimativa de milho em Mato Grosso foi o principal fator de alta na nova projeção da safra brasileira. Entre os levantamentos de junho e julho, o estado acrescentou 4,4 milhões de toneladas à estimativa nacional do cereal, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
No país, a projeção para o milho aumentou 5,3 milhões de toneladas no período e chegou a 141,8 milhões de toneladas, alta de 3,9% em relação ao levantamento anterior. A revisão em Mato Grosso respondeu, portanto, pela maior parte desse aumento mensal.
Com as novas estimativas, a safra brasileira de cereais, leguminosas e oleaginosas em 2026 foi projetada em 353 milhões de toneladas. O volume é 1,6% superior aos 347,4 milhões de toneladas estimados em junho.
Mato Grosso também ampliou sua participação na produção nacional estimada. A fatia do estado passou de 31,3% em junho para 32,1% no levantamento de julho, avanço de 0,8 ponto percentual.
O movimento também elevou o peso do Centro-Oeste. A projeção para a região passou de 172,4 milhões para 178,1 milhões de toneladas, o equivalente a 50,5% do total nacional.
Para a soja, o IBGE estima produção recorde de 174,9 milhões de toneladas no Brasil. Mato Grosso aparece com 50,7 milhões de toneladas.
Os números integram o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) referente a julho de 2026.

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