O número de obras paralisadas em Mato Grosso passou de 59 em 2024 para 85 ao final de 2025, segundo levantamento apresentado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) durante a análise das contas anuais do Governo. O aumento foi de 26 obras em um ano.
O dado foi destacado na sessão de quarta-feira (19), quando o plenário aprovou por unanimidade parecer prévio favorável às contas de 2025. Apesar da manifestação favorável, o TCE estabeleceu 15 determinações e 25 recomendações ao Executivo.
Entre os empreendimentos citados pelo tribunal estão os hospitais regionais de Juína, Alta Floresta, Araguaia, em Confresa, e Tangará da Serra, que não foram concluídos dentro das previsões consideradas na análise.
Ao tratar do conjunto de obras acompanhado pelo TCE, o relator das contas, conselheiro José Carlos Novelli, registrou avanços físicos e continuidade de execuções, mas apontou problemas recorrentes no cumprimento de metas, cronogramas e capacidade de execução.
Diante do crescimento das paralisações, o tribunal recomendou a adoção de medidas para reduzir as causas do problema, principalmente em empreendimentos ligados à Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) e à Secretaria de Estado de Educação (Seduc).
O aumento das obras paralisadas aparece em meio a indicadores fiscais positivos apresentados na prestação de contas. Segundo o TCE, Mato Grosso arrecadou R$ 42,6 bilhões em 2025, registrou superávit orçamentário ajustado de R$ 3,4 bilhões e superávit financeiro de R$ 9,7 bilhões.
A fiscalização também apontou outros pontos de atenção. Entre eles, os incentivos relacionados ao ICMS ultrapassaram em R$ 1,87 bilhão o limite ajustado da Lei de Diretrizes Orçamentárias, conforme o tribunal.
O parecer do TCE é prévio e não representa a aprovação definitiva das contas. O processo seguirá para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso, responsável pelo julgamento das contas do Governo.

Spz Online
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