Chegou ao fim nesta quarta-feira (5) o prazo para que os partidos políticos realizassem suas convenções. Com isso, as siglas homologaram suas candidaturas ao Governo do Estado, ao Senado, à Câmara Federal e à Assembleia Legislativa. Agora, os nomes seguem para registro na Justiça Eleitoral, com prazo final até o dia 15 de agosto.
Em Mato Grosso, até o momento, sete candidaturas foram homologadas para concorrer ao cargo de governador. Dessas, apenas três são consideradas competitivas. O atual governador, Otaviano Pivetta (Republicanos), é apontado como favorito, já que possui toda a estrutura do Governo do Estado. Além disso, o apoio do ex-governador Mauro Mendes (União Brasil) é considerado primordial para o sucesso eleitoral de seu ex-vice.
Por outro lado, outra candidatura que vem ganhando destaque e deve rivalizar com Pivetta no campo da direita no estado é a do senador Wellington Fagundes (PL), que fechou um importante arco de alianças. Fagundes lidera as pesquisas e tem como principal carta na manga o apoio da família Bolsonaro. Em um estado onde o bolsonarismo possui força, como é o caso de Mato Grosso, o apoio de Flávio Bolsonaro (PL), o chamado “filho 01”, que será candidato à Presidência da República, possui um peso eleitoral considerável.
Além da família Bolsonaro, Fagundes conseguiu uma duas importantes alianças, Janaína Riva (MDB) e Jayme Campos (União Brasil). Janaína que também disputará uma vaga no Senado Federal possui grande capilaridade eleitoral, principalmente no interior, e Jayme Campos na região metropolitana, colocando Fagundes e Pivetta em condições de maior equilíbrio na disputa deste ano.
Correndo por fora está a ainda pouco conhecida candidata ao Governo do Estado pelo Partido Social Democrático (PSD), Natasha Slhessarenko. Apesar de ainda ser um rosto novo na política mato-grossense, Slhessarenko conta com o apoio do campo progressista de Mato Grosso. Além do apoio do ex-ministro da Agricultura e candidato ao Senado, Carlos Fávaro (PSD), ela deverá contar com a participação do presidente Lula em sua campanha. Lideranças do Partido dos Trabalhadores (PT) afirmaram que o atual presidente deverá visitar o estado pelo menos uma vez durante o período eleitoral.
Com os apoios de Fávaro, da Federação Brasil da Esperança — formada por PT, PV e PCdoB —, do presidente Lula e de figuras importantes do petismo mato-grossense, como Lúdio Cabral e a ex-deputada federal Rosa Neide, que foi a candidata mais votada para a Câmara Federal no estado em 2022, com mais de 124 mil votos, o nome de Natasha poderá ganhar força e, quem sabe, levar a disputa ao segundo turno. Mato Grosso jamais teve uma eleição para governador decidida em segundo turno. Caso isso ocorra, será um fato inédito na história política do estado.
Outros nomes também foram homologados, porém são considerados de baixa relevância e com pouca capacidade de provocar impactos significativos no atual cenário político de Mato Grosso. É o caso de Rafaell Milas (Missão), Maurício Coelho (Mobiliza), Laudicério Aguiar (Agir) e Alex Pucinelli (Democrata).

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