Após dois casos recentes de excesso policial que resultou na morte de dois jovens em Mato Grosso, o Governo de Mato Grosso realizou a entrega de armamentos não letais para a Polícia Militar (PM). A entrega ocorreu na última quinta-feira (16) e vão atender o Batalhão de Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam) e a Força Tática.

Os equipamentos de menor potencial ofensivo fazem parte de um investimento de R$ 18 milhões que estão sendo aplicados pelo Programa Mais MT que visa a modernização da segurança pública no estado.

Foram entregues, ao todo, 37.950 munições de borracha Precision; 750 granadas carga múltipla lacrimogênea; 750 granadas lacrimogêneas tríplice Hypper; 250 granadas lacrimogêneas Rubberball. 

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O comandante-geral da Polícia Militar de Mato Grosso, coronel Alexandre Corrêa Mendes, destacou que os equipamentos atendem a todo o Estado e que já começaram a ser distribuídos entre os 15 Comandos Regionais da PM para uso das equipes policiais na Operação Carnaval, que teve início nesta sexta-feira (17.02). 

"Com o objetivo de diminuir a letalidade em ocorrências onde não há o emprego de arma de fogo pelo infrator, o Governo do Estado vislumbrou a aquisição de novas tecnologias e instrumentos de menor potencial ofensivo, garantindo assim a segurança dos policiais e de toda a população”, afirma o comandante-geral da PM.

Casos Recentes

No dia 5 de fevereiro, o jovem Diego Kaliniski, 25 anos foi morto por policiais militares na cidade de Vera (375 km de Cuiabá). A morte se deu após o jovem resistir a prisão e partir desarmado para cima dos agentes que atendiam uma ocorrência de perturbação do sossego.

O rapaz levou 5 tiros a queima roupa, sendo que no último ele já estava caído ao chão. Os policiais envolvidos na ocorrência foram afastados. 

Na madrugada do dia 12 de fevereiro o jogador de vôlei, Pablo Ferreira de Carvalho da Silva, 25 anos, foi morto por policiais no bairro Jardim Florianópolis, em Cuiabá. A polícia foi acionada pela mãe do rapaz após o filho sofrer um surto e tentar agredi-la. 

Pablo foi morto na casa onde morava com a família, no Bairro Jardim Florianópolis, em Cuiabá. A polícia foi acionada pela mãe dele, que relatou que o filho estava tendo um surto e tentando agredi-la. Ela pediu aos policiais que o levassem à delegacia, no entanto, ele teria resistido à abordagem.

A PM afirma que Pablo era usuário de drogas e que, constantemente, agredia a mãe. De acordo com a polícia, o jovem se trancou dentro de casa e, ao entrarem no local, os agentes se depararam com Pablo, atrás de uma porta, com uma picareta na mão, fazendo menção de que daria um golpe.

Ele foi atingido por um tiro na perna, mas, mesmo ferido, teria tentado agredir os policiais. Em seguida, foi atingido por mais disparos e morreu na hora.