A corrida para as Eleições 2026 está a todo vapor em Mato Grosso. Os partidos políticos têm até o dia 5 de agosto para realizar suas convenções e definir oficialmente os candidatos que disputarão os cargos eletivos. O registro das candidaturas junto à Justiça Eleitoral deve ser realizado até o dia 15 de agosto.

A sucessão estadual em Mato Grosso ganhou novos contornos políticos e pode se transformar em uma das disputas mais acirradas da história recente do estado. No centro das articulações está o embate entre o senador Jayme Campos e o grupo liderado pelo ex-governador Mauro Mendes, que trabalha para eleger o atual governador Otaviano Pivetta como seu sucessor.

Embora Mato Grosso nunca tenha registrado um segundo turno para governador desde a redemocratização, lideranças políticas e observadores avaliam que o cenário de 2026 pode mudar essa realidade. O elevado número de pré-candidatos e as divisões dentro da própria direita mato-grossense aumentam as chances de uma disputa mais equilibrada.

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Após deixar o governo estadual em abril para disputar uma vaga ao Senado Federal, Mauro Mendes passou a concentrar esforços na construção da candidatura de Otaviano Pivetta. O governador é visto como o principal nome do grupo governista para manter a continuidade da atual gestão.

No entanto, os planos enfrentam resistência dentro do próprio União Brasil. O senador Jayme Campos tem defendido que a legenda lance candidatura própria ao Governo do Estado e não esconda sua insatisfação com a condução do processo sucessório.

A posição do parlamentar aprofundou um racha interno no partido. De um lado está o grupo liderado por Mauro Mendes; do outro, a ala representada pelos irmãos Jayme e Júlio Campos. As divergências já extrapolaram os bastidores e passaram a ocupar espaço no debate público, alimentando especulações sobre o futuro da legenda.

Outro fator que dificulta a construção de uma candidatura única da direita é a presença do senador Wellington Fagundes na disputa. Filiado ao PL, ele aparece entre os nomes mais competitivos nas pesquisas eleitorais divulgadas até o momento.

Apesar disso, rumores de bastidores indicam que Wellington poderia abrir mão da candidatura em favor de uma composição mais ampla entre os grupos conservadores. Até o momento, porém, não existe qualquer confirmação oficial nesse sentido.

Caso o senador realmente desista da corrida ao Palácio Paiaguás, a principal barreira aos planos de Mauro Mendes e Otaviano Pivetta continuaria sendo Jayme Campos. O senador tem demonstrado disposição para manter sua pré-candidatura e disputar espaço dentro do próprio campo político que atualmente comanda o Estado.

Segundo o deputado Júlio Campos, não há qualquer indicativo de que seu irmão esteja disposto a abandonar o projeto eleitoral. A declaração reforça a percepção de que o embate interno no União Brasil poderá ser um dos fatores decisivos para definir os rumos da eleição de 2026.

Com as convenções partidárias se aproximando, as articulações se intensificam e a disputa pelo Palácio Paiaguás segue aberta. Enquanto Mauro Mendes trabalha para consolidar Pivetta como candidato natural do grupo governista, Jayme Campos demonstra que pretende desafiar essa estratégia, tornando a sucessão estadual uma das mais imprevisíveis dos últimos anos.