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Quarta-feira, 02 de Setembro 2026
Economia

Petrobras reajusta o preço médio do querosene de aviação em 13,9%

O aumento entrou em vigor nesta terça-feira e é motivado por reflexos da guerra no Oriente Médio na logística global de petróleo.

Agência Brasil
Por Agência Brasil
Petrobras reajusta o preço médio do querosene de aviação em 13,9%
© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
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A Petrobras elevou o preço do querosene de aviação em 13,9% na média nacional a partir desta terça-feira (1º). A estatal justificou o reajuste citando os impactos do conflito no Oriente Médio sobre a cadeia logística da indústria petrolífera.

Com essa alta, o combustível encareceu cerca de R$ 0,68 por litro. Nas refinarias da empresa pelo país, os valores agora oscilam entre R$ 5,44 e R$ 5,70 por litro.

As variações regionais mostram um aumento de 14,34% em São Luís. Já em Canoas, no Rio Grosso do Sul, o reajuste ficou no menor patamar, registrando 13,51%.

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Os contratos estabelecem que os valores cobrados das distribuidoras mudam todo dia 1º. O insumo é fundamental para abastecer aeronaves como aviões e helicópteros.

Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o combustível representa aproximadamente 30% dos gastos operacionais das empresas aéreas no Brasil.

Impacto da guerra

No acumulado do ano, o produto acumula alta de 53,3%. A Petrobras aponta que a pressão internacional impulsiona os valores devido às tensões geopolíticas.

A instabilidade gerada no Estreito de Ormuz prejudicou o escoamento global. Antes do conflito, essa rota concentrava 20% do comércio mundial de óleo e gás.

Por ser uma commodity, o petróleo bruto e seus derivados seguem cotações internacionais, mesmo com o Brasil sendo um importante produtor nacional.

Parcelamento

Para aliviar o fluxo de caixa das companhias aéreas, a estatal voltou a liberar o parcelamento do aumento em três vezes neste mês de setembro.

A empresa reforça que sua fórmula contratual serve como amortecedor, evitando oscilações ainda mais drásticas na comparação com o exterior.

Todo o volume necessário para o abastecimento requisitado pelas distribuidoras segue totalmente garantido pela companhia.

Cadeia de venda

A estatal fornece o produto refinado ou importado diretamente às distribuidoras. Cabe a elas o transporte e a comercialização nos aeroportos.

Embora responda por 85% da produção nacional, o setor é totalmente aberto à concorrência, permitindo a atuação de outras marcas.

FONTE/CRÉDITOS: Bruno de Freitas Moura - Repórter da Agência Brasil

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