Nos últimos 13 dias, a Polícia Civil de Mato Grosso investigou cerca de 400 denúncias relacionadas a mensagens falsas sobre massacres e presença de armas em escolas do estado. Como resultado das investigações, 44 pessoas foram identificadas e conduzidas a delegacias da Polícia Civil em diferentes cidades.

Entre os conduzidos, estavam dois adultos e adolescentes na faixa de 12 a 17 anos, além de duas crianças que foram identificadas com armas, duas delas de airsoft que teriam recebido de presente do pai.

Os estudantes envolvidos alegaram que as mensagens falsas propagadas eram apenas uma brincadeira ou para impedir a realização de aulas e provas nas escolas. No entanto, a delegada-geral da instituição, Daniela Maidel, ressaltou que a Polícia Civil leva o assunto muito a sério, principalmente por se tratar do envolvimento de menores de idade e do pânico causado à comunidade escolar.

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A mobilização nacional contra possíveis ataques a escolas é integrada pela Operação Escola Segura, do Ministério da Justiça e Segurança Pública em conjunto com o Ministério da Educação. Em Mato Grosso, as investigações são coordenadas pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI), em apoio às delegacias dos municípios onde houve registros de mensagens publicadas em redes sociais.

Foram identificadas autorias de mensagens em 20 cidades de Mato Grosso e quatro estados da federação. O delegado titular da DRCI, Ruy Guilherme Peral, afirmou que muitas mensagens, montagens de vídeo e fotos são as mesmas que estão circulando em todo o país. Ele também ressaltou a importância da população em frear a divulgação dos conteúdos que estão circulando.

A orientação é que quem receber vídeos, fotos e mensagens de ameaças ou supostos ataques envie o material ao perfil oficial da Polícia Civil nas redes sociais ou pelo WhatsApp para denúncias, além dos telefones 197 ou 181.