O promotor de Justiça de Sapezal, João Marcos de Paula Alves, manifestou-se por meio das redes sociais sobre uma acusação de estupro de vulnerável feita por um perfil falso no Facebook. O promotor fez sua declaração após as postagens com as acusações ganharem repercussão no município. A autoria foi confirmada por Spz Online por meio de ligação.

A publicação feita pelo perfil falso afirmava que o promotor estava sendo transferido do município após ter sido denunciado pelo crime. Em resposta a essas publicações, João Alves destacou que foi removido da comarca pelo Conselho Superior do Ministério Público (MP-MT) para a Promotoria de Justiça do Tribunal do Júri de Nova Mutum. Ele ressaltou que a transferência foi feita com base no critério de merecimento, após disputar a vaga com outros promotores do estado.

"Para quem possa interessar, fui removido pelo Conselho Superior do Ministério Público para a Promotoria de Justiça do Tribunal do Júri de Nova Mutum em 16/05/2023, por mérito, após disputar essa vaga com vários outros promotores de justiça", escreveu.

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O promotor destacou ainda que, durante a sessão que aprovou sua remoção para Nova Mutum, não houve menção a qualquer situação que o desabonasse como promotor e que, se as acusações fossem verdadeiras, ele teria, no mínimo, sido afastado do cargo.

"[...] em nenhum momento foi mencionado algo sobre essas graves acusações, as quais, se fossem verdadeiras, eu teria sido, no mínimo, afastado do cargo", enfatizou o magistrado.

João Alves encerrou sua manifestação alertando aqueles que compartilham informações sem verificar sua veracidade, pois podem responder criminalmente pelas falsas acusações. "Apenas sugiro que evitem compartilhar as postagens sem confirmarem previamente a veracidade, pois quem compartilha será responsabilizado da mesma forma que o responsável pela publicação", concluiu.

Remoção para Nova Mutum

Por meio de uma ligação telefônica, o promotor João Alves confirmou sua transferência para o município de Nova Mutum, onde iniciará suas atividades a partir de 1º de agosto. Alves deixou claro que sua remoção não está relacionada a acusações ou denúncias.