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Sábado, 10 de Outubro 2026
Política

Vereadores questionam custo de casas populares em Sapezal e cobram explicações sobre valor de R$ 210 mil por unidade

Parlamentares apontam que empreendimentos recebem terreno, infraestrutura e isenções fiscais do município, mas preço final das moradias segue acima do esperado

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Por Spz Online
Vereadores questionam custo de casas populares em Sapezal e cobram explicações sobre valor de R$ 210 mil por unidade
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O valor das mais de 500 unidades habitacionais em construção em Sapezal voltou ao centro do debate na Câmara Municipal. Durante a sessão ordinária da última segunda-feira, vereadores de diferentes posicionamentos manifestaram preocupação com o preço estimado de R$ 210 mil por imóvel e defenderam maior transparência sobre a composição dos custos do empreendimento.

As moradias integram um projeto de interesse social voltado à ampliação do acesso à casa própria no município. Apesar do reconhecimento da importância da iniciativa, parlamentares afirmaram que o valor final está acima do que consideram compatível com as condições oferecidas pelo poder público e com os preços praticados no mercado local.

O vereador Ailton Monteiro informou que conversou com o prefeito Cláudio Scariote sobre o assunto e questionou o custo das unidades, destacando que o município disponibilizou terreno, pavimentação e infraestrutura urbana. Segundo ele, em Campos de Júlio, um projeto semelhante teria sido executado com valor aproximado de R$ 190 mil por moradia.

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Na mesma sessão, o vereador Professor Leandro afirmou que o custo da construção se aproximaria de R$ 5 mil por metro quadrado, sem considerar o valor do terreno. Em sua avaliação, esse montante supera os valores usualmente praticados em Sapezal e exige esclarecimentos sobre os fatores que influenciaram o preço final.

Outro parlamentar também observou que um lote de 200 metros quadrados no bairro Papagaio estaria sendo comercializado por mais de R$ 100 mil. Com base nessa referência, estimou que um terreno de 160 metros quadrados no Jardim Primavera teria valor de cerca de R$ 88 mil, defendendo que o subsídio público poderia ter resultado em custo mais acessível para os beneficiários.

Além da cessão de áreas e da implantação da infraestrutura, a legislação municipal prevê incentivos aos empreendimentos habitacionais de interesse social, incluindo isenção temporária de ISSQN, ITBI, IPTU e taxas de aprovação de projetos, habite-se e certidões.

Os vereadores ressaltaram que a política habitacional representa um avanço para o município e reconheceram o esforço da administração municipal para viabilizar as moradias. Ao mesmo tempo, defenderam que a população tenha acesso a informações detalhadas sobre a formação do preço das unidades, especialmente diante do volume de benefícios públicos concedidos ao projeto.

Até o momento, o valor estimado das casas permanece em R$ 210 mil antes da aplicação de subsídios governamentais, que podem reduzir o montante efetivamente financiado pelos futuros moradores.

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