Da Redação
Em entrevista para o programa Justiça e Cidadania na noite desta quarta-feira (13), o deputado estadual Lúdio Cabral (PT) deu sua opinião sobre o retorno as aulas presenciais no Estado de Mato Grosso. Ao ser questionado pelo advogado Paulo Lemos, ele afirmou que o retorno somente deve ocorrer com segurança.
Para o deputado, o comportamento da curva epidêmica é que dirá se os alunos da rede estadual de ensino devem ou não retomar as aulas presenciais, "Se a gente for esperar até toda a população estar vacinada, nós vamos ficar mais de um ano no mínimo sem aula, sem atividade escolar. Nós temos como avaliar o comportamento da curva epidêmica, no estágio que ela está, de aceleração. Mais de mil casos novos todos os dias, com dezesseis óbitos todos os dias e a ocupação de UTI já acima de 60% e a curva em aceleração como reflexo das movimentações da circulação do final de ano é imprudente falar em retorno das atividades escolares em fevereiro." Afirmou o parlamentar.
Lúdio afirmou ainda que é preciso antes de se pensar em retorno as aulas, fazer um treinamento e preparar as escolas para um retorno seguro. "Nós temos que acompanhar semanalmente o comportamento da curva epidêmica, retomar as atividades remotas nas escolas que já vinham sendo adotadas, preparar as escolas verdadeiramente para o retorno seguro, basta de secretário, governo dizer: Olha nós estamos liberando dinheiro para a escola comprar álcool em gel. Não é, tem que fazer treinamento dos professores, treinamento dos trabalhadores, você tem que mudar o ambiente físico, você tem que abrir ventilação para a troca do ar, você precisa realocar carteiras para ter o distanciamento, precisa organizar escala para as turmas." Disse.
O deputado comentou ainda sobre a decisão do Governo de lançar uma enquete em seu site oficial para que a população decidisse sobre o retorno as aulas, para o parlamentar essa medida é hipócrita e pseudodemocrática. "Essa história do Governo lançar uma enquete no site do Governo, para as pessoas votarem se querem voltar cem por cento, se querem voltar no modelo híbrido ou modelo remoto, é de uma hipocrisia sabe, de uma pseudodemocracia e de uma maldade que não tem tamanho." afirmou.
Lúdio defendeu que essa decisão precisa ser de autoridade sanitária, que não pode ser exercida por meio de enquetes. "Uma decisão dessa natureza envolve diálogo com a comunidade, mas a base da decisão , tem que ser uma decisão de autoridade sanitária e autoridade sanitária não é exercida por meio de enquetes." finalizou.

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