Campos de Júlio, no noroeste de Mato Grosso, ocupa a segunda posição no ranking geral do Índice de Condições de Vida – Município do Agro, divulgado pela Agenda Pública. O levantamento avaliou os 50 municípios com maior Produto Interno Bruto (PIB) agropecuário do Brasil, considerando não apenas os dados econômicos, mas também indicadores sociais e de gestão pública.

A pesquisa faz parte da primeira edição do estudo “Agro & Condições de Vida”, e teve como objetivo entender como a riqueza gerada pelo agronegócio impacta diretamente na qualidade de vida da população local.

Avaliação ampla em seis áreas

A metodologia do estudo considerou seis eixos temáticos:

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  • Educação

  • Saúde

  • Infraestrutura

  • Proteção social

  • Desenvolvimento rural

  • Qualidade da gestão pública

Com base nesses dados, normalizados em uma escala de 0 a 1, foi gerado um índice final para cada município. Todos os eixos receberam peso igual na média geral.

Destaque em gestão pública

O bom desempenho de Campos de Júlio no ranking está fortemente associado ao seu resultado no indicador de qualidade da gestão pública. Segundo o estudo, esse foi o fator que mais influenciou o índice geral entre os municípios avaliados, representando cerca de 25% da variação total entre os resultados.

Isso indica que, mesmo entre cidades com níveis semelhantes de produção agropecuária, aquelas com administração mais eficiente tendem a oferecer melhores condições de vida à população.

Mato Grosso em evidência

Campos de Júlio é um dos 20 municípios mato-grossenses presentes entre os 50 melhores do país no ranking geral, reforçando o papel do estado como um dos principais polos do agronegócio nacional.

Outras cidades de Mato Grosso bem posicionadas no ranking incluem:

  • Diamantino (4º lugar)

  • Campo Verde (6º)

  • Ipiranga do Norte (7º)

  • Paranatinga (8º)

  • Sapezal (10º)

  • Tangará da Serra (11º)

Desigualdades internas

Apesar do bom desempenho de Campos de Júlio e de outros municípios, o estudo também apontou desigualdades dentro do próprio estado. Enquanto algumas cidades apresentaram bons resultados em quase todos os indicadores, outras enfrentam desafios em áreas como proteção social e saúde.

Além disso, a pesquisa destaca que fatores como PIB agropecuário, tamanho da população ou localização geográfica não são determinantes diretos para bons resultados no índice. Ou seja, o desempenho depende principalmente de decisões políticas e administrativas locais.