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O ex-governador e pré-candidato ao Senado, Mauro Mendes, defendeu que o Brasil aplique a Lei da Reciprocidade contra a União Europeia após o bloco anunciar o veto à importação de carne brasileira a partir de setembro deste ano. A decisão europeia tem como justificativa o não atendimento a padrões sanitários e ambientais.
Em vídeo publicado em suas redes sociais nesta quarta-feira (17.06), Mauro reforçou que o argumento ambiental é inconsistente, já que os países europeus não tem dado exemplo positivo sobre preservação do meio ambiente.
"Eu pergunto aos líderes da União Europeia: a Noruega ter matado em um final de semana mais de 1000 baleias em um evento de caça, deixando o mar até vermelho de sangue é bom para o meio ambiente? A Europa vender para o mundo inteiro, inclusive para o Brasil, os agrotóxicos que eles mesmos proíbem, é bom para o meio ambiente?", questionou.
O ex-governador lembrou que o Brasil é referência mundial em produção agropecuária e que Mato Grosso possui certificação de território livre de febre aftosa sem vacinação.
"O que eles estão fazendo, na verdade, é protegendo os produtores deles, que não conseguem competir com a qualidade e a eficiência dos nossos produtores. Todo o resto é uma hipocrisia ambiental de um continente que já destruiu todas as suas florestas e acha que tem moral para impor regras para um país que é exemplo de produção e de preservação ambiental", afirmou.
Mauro desafiou os líderes europeus a apresentarem um país do bloco que é capaz de produzir alimentos em larga escala preservando 60% do próprio território, a exemplo do que Mato Grosso faz.
"Se conseguirem provar, eu retiro a minha crítica. Mas eles, na verdade estão nos boicotando porque são ineficientes, são incompetentes", registrou
De acordo com o pré-candidato, o Brasil deveria aplicar a Lei da Reciprocidade com a União Europeia, restringindo compras de produtos de países que imponham barreiras injustificadas às exportações brasileiras.
"Nós também podemos parar de comprar produtos que vêm da Europa. Temos que ter coragem e fazer com que o Brasil seja respeitado no cenário internacional. Precisam respeitar os nossos produtores brasileiros e de Mato Grosso", concluiu.
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