O ex-prefeito de Sapezal (MT), Valcir Casagrande, é alvo de uma ação judicial movida pelo advogado Paulo Marcel Grisoste Santana Barbosa, que o acusa de proferir ofensas pessoais e profissionais em grupos de WhatsApp e redes sociais. A ação, que tramita no 4º Juizado Especial Cível de Cuiabá, entrou na fase de defesa no último dia 31 de julho, quando Casagrande apresentou sua contestação formal aos autos.

A controvérsia teve origem durante o período eleitoral de 2024, quando Grisoste, atuando como advogado da coligação adversária ao grupo político de Casagrande, propôs uma ação eleitoral que pedia a cassação do diploma do então candidato apoiado pelo ex-prefeito. Na ocasião, segundo a petição inicial, Casagrande teria reagido com publicações e áudios contendo ofensas como “advogadinho de bosta”, “bunda mole” e “porta de cadeia”.

De acordo com o autor, as falas foram disseminadas em grupos com dezenas de membros e nas redes sociais do ex-gestor, atingindo grande repercussão. O advogado afirma que as declarações violam sua honra, imagem profissional e as prerrogativas da advocacia. Ele pede à Justiça que Casagrande seja condenado ao pagamento de R$ 30 mil por danos morais e que se retrate publicamente em seu perfil no Instagram, além de se abster de fazer menções ao seu nome e ao de sua família.

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A defesa de Casagrande foi anexada ao processo no final de julho. O conteúdo completo da contestação ainda não foi divulgado publicamente, mas marca uma nova etapa no andamento do caso.

A ação também cita episódios anteriores em que o ex-prefeito teria feito ataques públicos a jornalistas e adversários políticos, reforçando um padrão de conduta considerado ofensivo pelo autor. A OAB-MT chegou a emitir nota de repúdio na época, criticando o comportamento do então prefeito, mas não houve, até o momento, sanções administrativas ou judiciais aplicadas.

O caso segue em tramitação e ainda não há data marcada para julgamento. O juiz responsável deverá avaliar as provas apresentadas pelas partes, incluindo os áudios, vídeos e capturas de tela que integram o processo. A audiência de conciliação, realizada em ambiente virtual, não resultou em acordo.

O processo é público e pode ser consultado por meio do sistema eletrônico do Tribunal de Justiça de Mato Grosso.