Um processo que corre em segredo de Justiça, investiga suposta compra de votos pelo vereador de Sapezal, Miguelzinho da Cacoré (União) durante as eleições de 2024. A referida denuncia foi protocolada no dia 6 de janeiro e narra uma suposta compra de votos por parte do vereador, além disso, supostamente existe um vídeo nos autos onde mostra o vereador realizando a entrega de R$ 2.400,00 para um comerciante, este dinheiro deveria ser usado para a compra de votos dos clientes do comércio em questão.
Na última sexta-feira (31), foi registrado um andamento no processo, porém, devido ao mesmo estar em segredo de Justiça não é possível saber qual andamento foi registrado.
Durante a sessão inaugural dos trabalhos legislativos realizada na manhã desta segunda-feira (03), o vereador se manifestou na tribuna sobre um possível processo judicial que o mesmo deverá enfrentar. "Eu sei que vão ser dias de muitas disputas, confusões e está vindo muita coisa por ai. Eu estou falando isso porque recebi uma notícia agora pela manhã que me deixou um pouco triste. Porque quando alguém chega aqui nesta casa, que quer trabalhar, quer mostrar trabalho, sempre tem uma raposa e uma ratazana querendo atrapalhar. Na minha vida tudo foi um livro aberto, eu não tenho nada para esconder de ninguém. Eu vou começar agora uma briga judicial por causa de pessoas que tem inveja do que foi feito." Disse o vereador.
Nossa equipe entrou em contato com o vereador Miguelzinho da Cacoré, que reafirmou se tratar de perseguição política. O parlamentar confirmou a existência de um vídeo no qual ele realiza um pagamento a um comerciante, mas alegou que o valor foi pago no dia 8 de outubro, dois dias após as eleições, e se referia à compra de bebidas consumidas durante a comemoração de sua vitória.
"Existe um vídeo meu pagando para o comerciante em notas de R$ 100. Foi no dia 8 de outubro, eu paguei pela bebida que comprei para comemorar a minha vitória", declarou o vereador.
Miguelzinho também afirmou que foi intimado na manhã desta segunda-feira (3), em seu gabinete, momentos antes do início da sessão da Câmara.
"Eu fui intimado hoje, por isso fiz minha fala na tribuna. Eu estava me preparando para entrar em sessão, com vários assuntos para tratar, depois de tanto trabalho nesse começo de mês, e recebo um oficial de justiça no meu gabinete cinco minutos antes da sessão começar", relatou.
O vereador concluiu dizendo que não teme o processo e que apresentará sua defesa nos autos.

Spz Online